Feminismo e história da arte inspiram Christian Dior

Foi-se a era das flertivas madames vestindo distintos tons pastel na grife Christian Dior. Embora a marca ainda esteja longe de um perfil democrático; já faz algumas temporadas que seu mix vem se tornando mais casual e focado na realidade da geração millenials. Menos conjuntos e saltos; e mais anos 70 arrastados e patches. Assim vem se desenhando o sortimento da grife; e assim transcorreu o estilo apresentado pela marca na temporada equivalente ao Verão 2019 nacional.

Dior trouxe pantalonas partidas pela transição de tons blocked, casacos quebrados por sutis mudanças de lavagens, e combos com visual upcycled: para bom entendedor; uma apologia ao look hand made feito de maneira industrial. O jeans com fit pantalona e cintura alta, bem como os cortes retos; foram enfatizados em toda coleção. Somado à eles, foram mesclados complementos em camisaria, além de saias e casaquetos feitos de um lindo trabalho de texturas de franjas, estilo manta de tear artesanal: tudo em variações da cartela índigo.

Dior trouxe ainda a saia longa, rodada e decorativa formada por patches, combinada ao top cortininha listrado. Quando as interpretações saíram do look índigo, passearam por cartelas de black, vermelho, listrado e paetês; dialogando com tules, plissados, e bordados reproduzindo imagens pouco conhecidas da história da arte. Neste último elemento, o tema explorado pela grife – o feminismo – tornou-se mais evidente; já que as referências escolhidas, buscaram nomes como Georgia O’Keeffe – representando as mulheres artistas excluídas da história da arte.

Fonte | Assinatura: VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO