Trajetória global do denim é a inspiração de Faustine Steinmetz

O denim é indiscutivelmente, o tecido mais universal do mundo: os antropólogos estimam que todos os dias, praticamente a metade da população global veste uma calça jeans. Fato esse, que não passou desapercebido na coleção de Faustine Steinmetz.



De acordo com a própria definição do designer, a coleção apresentada em Londres foi uma síntese de como o jeans vem sendo vestido ao redor do planeta nos últimos 30 anos. A inspiração de Faustine veio de um garimpo de peças de diferentes cantos do planeta: um clássico tuxedo Canadense, uma deslumbrante interpretação de skinny de Bogotá, Colombia; e lavagens ácidas vindas de Tel Aviv, Israel. E com isso Steinmetz agregou sua incomparável habilidade de transformar um acabamento familiar, em um aspecto sublime. O resultado foi uma coleção marcada por combos texturados de denim, enriquecidos por acabamentos luminosos e manchados; além de interpretações conceituais de listras, retorcidas pelo efeito sanfona de franzidos. Saias mídi e diálogos para o footwear também constaram entre os diferenciais.



Steinmetz está buscando equilibrar práticas sustentáveis com viabilidade comercial em suas coleções. Com a ajuda de um coletivo de artesãs africanas da Burquina, os modelos de jeans costurados à mão da marca, que antes levavam semanas para ficarem prontos em seu ateliê; atualmente são finalizados em algumas horas, e em larga escala. Faustine também está trabalhando com uma fábrica de tecidos reciclados da Espanha, que busca expandir seus negócios de um modo ético. Definitivamente o tópico mais direcional desta coleção não foi a estética tampouco a lavagem; mas sim a visão de Faustine com relação ao material, e as estratégias de mercado adotadas pela grife.