Viktor & Rolf flerta com as artes plásticas e celebra a beleza da moda conceitual

Desde 2013 que a alta costura não flertava com o jeans, mas Viktor & Rolf, a dupla que deixou de vez a moda comercial para focar na linha haute-couture da marca homônima, apresentou para o inverno 2016 toques de azul, um tecido que, apesar de não ser jeans, lembra um chambray de Lyocel, tão leve e contemporâneo, perfeito para o inverno tropical.


Porém, a coleção em si é extremamente conceitual, pois carrega o flerte eterno entre arte e moda. Intitulada “Wearable Art” (algo como arte usável), as modelos vestiram telas em branco, e depois quadros pintados, que deram forma a vestidos, saias, e casacos.


Pensando em arte contemporânea e suas famosas performances, o duo de designers estava posicionado na saída da passarela, onde despiam as modelos dos quadros e os penduravam nas paredes.


Um pouco de conceito na moda que anda tão comercial faz bem, e a dupla holandesa radicada em Paris sempre foi muito boa em criar um ambiente improvável para a moda, sempre puxando seus limites e adentrando-a ao universo das artes plásticas.