6ª edição do Moda Inclusiva premia finalistas

A 6ª edição do Concurso Moda Inclusiva, promovido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo e apoiado pela Vicunha Têxtil, apresentou na sexta-feira, 15 de agosto, no Palácio das Convenções Anhembi, em São Paulo, os desfiles participantes e os finalistas do concurso. A estudante de moda em seu terceiro ano de graduação, a paranaense Jéssyca Ghirardi, foi a grande vencedora da noite.


Com o tema “Casa de Bonecas”, Jéssyca apresentou um look infantil, na forma de fantasia de boneca que se transforma em vestido casual. A criação teve como foco principal proporcionar à criança cadeirante mais emoção ao brincar e, ao mesmo tempo, oferecer uma vestimenta funcional para passear com amigos e familiares. “Conseguir transformar sua própria roupa estimula a independência da criança desde cedo”, explica a finalista.

O interesse de Jéssyca pelo universo da inclusão surgiu logo cedo, quando acompanhava sua mãe em trabalhos voluntários na APAE. “Eu observava as crianças cadeirantes, com suas infinitas dificuldades, e, muitas vezes, elas não conseguiam passar pela portinha da casa de boneca, porque o espaço não havia sido pensado para elas. Por isso, minha ideia foi fazer com que a própria criança fosse uma boneca”, conta. Na passarela, desfilaram o mesmo look as gêmeas Fernanda e Eduarda, apenas uma delas cadeirante. “O conceito de Moda Inclusiva vem para mostrar que ambas as crianças, tanto a cadeirante como a sem deficiência, podem usar a mesma roupa”, afirma. Para produzir o look, Jéssyca utilizou o tecido Cher, sarja de aspecto encerado e acabamento Lustrous Leather, e o brim 100% algodão Redford, ambos fornecidos pela Vicunha.

Como parte do prêmio, a primeira finalista terá a oportunidade de um estágio remunerado de um mês na Vicunha Têxtil, e assim vai conhecer o universo do jeanswear de uma das maiores fabricantes de índigos e brins do mercado. O segundo e o terceiro lugares ficaram para Renata Tesoni Reis e Mariana Milani, respectivamente. Jéssyca e as demais vencedoras também receberam metragens de tecidos Vicunha, uma forma de a empresa incentivar os estilistas em suas criações.


A finalista na segunda posição criou um vestido adaptável para pessoas com apenas uma perna, com modelagem e acabamentos que valorizam o corpo. Para compor detalhes da peça, Renata utilizou, entre outros tecidos, o brim Cher da Vicunha. Mariana, na terceira colocação, apresentou um look moderno e confortável para cadeirantes, composto por aberturas estratégicas para facilitar o vestir, utilizando o brim Fênix da Vicunha, ideal para o segmento streetwear, e o denim sustentável da linha ECO-D, produzido a partir de garrafas PET recicladas.

Fórum Internacional


O Concurso Moda Inclusiva foi antecedido pelo Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, em sua 3ª edição, que contou com a apresentação de trabalhos científicos, mesas-redondas e palestras ao longo do dia. A junção dos dois eventos teve como objetivo oferecer uma oportunidade para estudantes e profissionais de diversas áreas discutirem tendências, debaterem novas ideias e trocarem experiências no âmbito da moda inclusiva e mercado têxtil.

Para Daniela Auler, idealizadora da iniciativa dentro da Secretaria de Estado, o projeto depende principalmente do apoio e incentivo de parceiros do setor. “O Moda Inclusiva se destaca pelo pioneirismo e vem ganhando visibilidade internacional. Certamente, esse sucesso se deve também à parceria com a Vicunha, que desde o princípio acredita neste projeto e nos ajuda a sensibilizar o mercado têxtil em toda sua cadeia”.

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