As tendências apontadas para o marketing de Influência

O marketing promovido pelos influenciadores do instagram é um tópico em alta nos dias atuais, especialmente quando a zona de conquista de mercado é o ambiente digital. De acordo com a mais recente pesquisa publicada pelo eMarketer, sozinho esse tipo de investimento promete dobrar a movimentação de 1 bilhão para dois bilhões em 2019.


Um grande filão para as vendas nos canais digitais – e claro uma grande oportunidade de expansão para o comércio de moda. Mas até nesse mercado existem tendências: a opinião honesta das pessoas comuns, se sobrepõe as pagas por celebridades. Essas, por sua vez, continuam figurando como estratégia – se de fato conseguirem convencer seus seguidores da existência de uma afinidade real com o produto vendido. Vídeos vendem mais do que imagens. E tempo real, convence muito mais pela incontestável honestidade.

Globalmente falando, 59% dos profissionais do marketing classificam os consumidores do dia-a-dia como o perfil influenciador mais efetivo de todos, especialmente para os ambientes de e-commerce. Trata-se da propaganda mais espontânea de todas, que chega até o produto na vitrine digital, de forma gratuita através dos “reviews” e depoimentos da experiência de compra e uso. São declarações obtidas após uma compra, através de lembretes. O envio de links para preenchimento com relatos de uso do produto, e códigos de promoção que possam ser compartilhados com suas redes de contatos, constam entre as iniciativas com retornos mais definitivos. Especialmente, quando mandados alguns dias após a aquisição do item, como forma de encorajamento. Uma avaliação positiva, é decisiva para alavancar as vendas de um produto exposto em ambiente digital – ou mesmo em loja física.

Já nas celebridades de Instagram, a grande vantagem é a possibilidade de alcançar milhões de seguidores com um único post. Companhias como Fashion Nova, alavancam celebridades como Kardashians para promover seus produtos, apostando alto (cerca de U$ 500.00 por postagem do Instagram), e acessar seus mais de 100 milhões de seguidores. A desvantagem de usar as celebridades é que muitos consumidores sabem que trata-se de uma propaganda movida por incentivos monetários, ao invés de um depoimento espontâneo. Então para que de convença, a abordagem mais eficiente consiste na escolha de uma celebridade que tenha afinidade com a proposta ou lifestyle promovido pela marca ou produto. Como exemplo, temos a propaganda realizada pela Blue Apron, marca de refeições delivery, junto à modelo e autora do livro de receitas Chrissy Teignen.

Os Micro-Influenciadores por sua vez, usam os mesmos caminhos das celebridades, porém com mais qualidade do que quantidade. Representando uma forte tendência no marketing de influência, são constituídos por pessoas comuns que se tornam estrelas populares nas mídias digitais, e em suas respectivas indústrias. São mais baratos do que as celebridades, porém com menor alcance no quesito seguidores. Embora nem sempre representem expressivas audiências, recebem elevada atenção de suas opiniões. Como exemplo de estratégia, temos a marca de cosméticos Glossier, que escolheu micro-influenciadores para trabalhar seu engajamento ao invés de um total imenso de seguidores de uma só conta. De acordo com estudos realizados pela Global’s Cisions, são propagandas que muitas vezes alcançam melhores resultados do que as praticadas com os rostos famosos e conhecidos, pois iniciam um processo de convencimento por propaganda estilo “boca-a-boca” em ambiente real e digital.

Os blogueiros continuam ativos – mas para assegurar a efetividade das campanhas os estudos recomendam o trabalho em equipe e o compartilhando ideias. Blogueiros constróem sua própria fama, e os produtos devem se alinhar à esse contexto já existente. Também é importante garantir que o desdobramento de uma ação iniciada no blog seja levada a um evento presencial, bem como ao twitter e chat. Mas o mais interessante e novo desse estudo de influência, talvez seja o alerta para a visão de jornalistas, funcionários e mesmo executivos de uma determinada corporação, como potenciais influenciadores. Comunicar lançamentos a contatos da imprensa e manter boas relações com os mesmos podem alavancar opiniões. Do mesmo modo, funcionários falando em público sobre a empresa, ou mesmo dotados de personalidades carismáticas podem alavancar seguidores e ajudar na construção do valor imaterial e credibilidade da marca.

Passando das tendências de perfis de influenciadores para suas ferramentas, o mercado sinaliza como tendência também o crescimento dos vídeos. Avaliados como duas vezes mais efetivos para impulsionar as vendas do que uma publicação escrita, a expectativa é que os investimentos neste tipo de marketing continuem crescendo ao longo do ano. Um formato mais livre, criativo e profundo do que a mera imagem acompanhada do texto é relatado como principal motivo.

Além dos vídeos, as pesquisas alertam para o aumento da importância e competição das histórias publicadas em tempo real. Em 2016, o instagram lançou o “Stories” para competir com o Snapchat em seus diários. Em seguida o Facebook endossou o mesmo caminho apresentando sua própria versão do Stories. E mais recentemente lançou o Watch, o qual permite aos usuários a visualização do que é tendência nos programas de televisão, celebridades e influenciadores.

Resumindo: quanto mais fiel à opinião natural, e ao tempo real uma ação de marketing de influência puder adotar, melhor será seu resultado. Então já não será mais a companhia, a principal investidora de um rosto ou perfil estratégico para suas campanhas. Serão os influenciadores, os protagonistas natos das suas decisões de investimento de sua popularidade, e credibilidade, em um determinado produto. E este será o principal argumento de vendas do futuro. Especialmente para as plataformas baseadas no formato mobile-first. Alavancar naturalmente, avaliações e paixões de consumidores e pessoas comuns, por suas marcas, será o grande filão das vendas para o marketing de influência.

Fonte: Vivian David | Foto: Reprodução