C&A é considerada empresa de moda mais sustentável do Brasil

Instituto Fashion Revolution Brasil divulgou, na última terça-feira, o resultado da segunda edição do Índice de Transparência da Moda Brasil. O relatório avalia diferentes ações das marcas de moda, relacionadas ao meio ambiente, funcionários, comunicação, fornecedores, igualdade de gêneros, entre outros.

E a C&A ficou em primeiro lugar com 64%, seguida pela Malwee, com 55%, e Renner, que obteve 52%. A lista segue com Osklen (49%) e Havaianas (47%).

“O Índice é uma análise desenvolvida pelo Fashion Revolution, que indica em que medida grandes marcas da indústria estão divulgando publicamente suas informações em prol de uma maior prestação de contas. O projeto revisa e classifica marcas de acordo com a disponibilização de dados públicos em seus canais sobre suas políticas, práticas e impactos sociais e ambientais”, apontou o instituto.

Foram analisadas 30 marcas de diferentes segmentos: Animale, Arezzo, Brooksfield, Carmen Steffens, C&A, Cia. Marítima, Colcci, Colombo, Decathlon, Dumond, Ellus, Farm, Havaianas, Hering, John John, Le Lis Blanc Deux, Leader, Lojas Avenida, Malwee, Marisa, Melissa, Moleca, Olympikus, Osklen, Pernambucanas, Renner, Riachuelo, TNG, Torra e Zara.

O Índice tem como objetivo discutir sobre transparência na cadeia de valor e estimular a cultura de prestação de contas entre as empresas. “Não se trata apenas de compartilhar boas histórias, mas também lidar com os desafios e perceber quais os progressos realizados”, comenta Sarah Ditty, diretora de políticas do Fashion Revolution em Londres e quem conduz a pesquisa desde a primeira edição, em 2016. E completa: “Nosso objetivo é inspirar discussões na tomada de decisões e inspirar mudanças”.

Alguns pontos são muito importantes para uma indústria de moda mais justa, segura e limpa. O índice analisa bem-estar, comércio justo, salários justos, empoderamento, igualdade de gênero, sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental, responsabilidade empresarial e condições decentes de trabalho.

“Algumas empresas vêm se engajando, mas é preciso envolver outras, mudar essa cultura. São muitas as vertentes que vêm sendo discutidas. O consumidor atual tem o poder de provocar essas transformações, exigindo mudanças. É possível encontrar o equilíbrio entre o lucro e o respeito às questões sociais, ambientais com uma conduta mais responsável”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), que apoia o projeto.

“Transparência é o início. O acesso às informações detalhadas e de qualidade movem a indústria como um todo. Além disso, ajuda na construção de imagem da marca e eleva o nível de competitividade do mercado”, comenta Eloisa Artuso, coordenadora do projeto e diretora educacional do Fashion Revolution Brasil.

A Metodologia do Índice de Transparência da Moda analisa cinco categorias que somam 250 pontos: Políticas e Compromissos (49 pontos); Governança (12) – questões sociais e ambientais; Rastreabilidade (85) – se a marca divulga sua lista de fornecedores da matéria-prima à confecção; Conhecer, Comunicar e Resolver (67) – divulgação sobre o que fazem caso não ocorra conformidade dentro das cadeias de fornecimento  e, Tópicos em Destaque (37) – sobre desenvolvimento sustentável, trabalho decente, igualdade de gêneros, ações contra a mudança global do clima. Os piores índices ficaram com igualdade de gêneros e o combate às mudanças climáticas.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia JeansWear