Capricórnio aborda diversidade e inclusão em lançamentos para 2020

Capricórnio realizou, nos dias 5 e 6 de novembro, o CapriConecta vol. 2. A mais nova edição do evento teve como palco o Iate Clube de Santos, em São Paulo, e celebrou a diversidade e a inclusão. A intenção foi valorizar o jeans de verdade e a moda da vida real que aproxima as pessoas pode ser usada por diferentes gêneros, estilos e biotipos.

Para a gerente de marketing, Taíssa Cruz, o CapriConecta vol. 2 aprofunda o conceito do “denim com verdade” e promove reflexões sobre o que é a moda da vida real, considerando os mais diferentes públicos. “Cada indivíduo é único e deve ser respeitado em sua essência, por isso, tanto a moda como a comunicação precisam de um direcionamento mais personalizado, que contemple a diversidade e atenda demandas mais específicas”, reforçou.

O tema fez parte também de uma exposição inédita “Qual o tom da sua jaqueta”, onde 16 designers apaixonados por jeans de várias regiões do país, desenvolveram jaquetas com o artigo Algarve com foco na diversidade e inclusão. Nomes como Renato Kherlakian, Robi Spatti, Ronaldo Silvestre, Nelson Batista Levada e Giuliana Castelo Branco criaram versões com mix de lavagens, efeitos destroyers, aviamentos inclusivos e utilitários, brilhos, silks, tie dye, desenhos e pinturas.

Toda a renda das jaquetas vai para o Centro Educacional Nossa Casa, no Brás, que atende crianças de 6 a 16 anos em situação de vulnerabilidade social. Serão oferecidas aulas de música e computação durante todo o ano de 2020.

Lançamentos

Os novos artigos priorizam tons de azuis e conforto. Dentro da Linha Confort Denim, em algodão com elastano, surge o Trek, trama de moletom mais leve, com 8,5 oz e 1,56 m de largura, indicado para peças mais amplas, como joggings e bermudas.

O denim Ibira Black Flex que apresenta um visual de tecido 100% algodão, com sarja marcada, peso de 10,5 oz, 1,53 m de largura e, traz na composição, stretch de conforto para shorts, shapes como boyfriend, mom e calças masculinas. Já o Ibira Sky Blue Flex é a variação do black, com tingimento azul, também na largura útil de 1,53 m.

Medina é um puro índigo, com peso de 10,5 oz, largura de 1,57 m, flamê suave e textura aveludada, permite lavagens em tons intensos. O Zico traz peso de 10 oz, 1,47 m, toque macio e tingimento bottoming, que confere um visual mais sofisticado.

Oscar e o Jango são tecidos com tecnologia a Dual Core (T400), que apresentam grande desempenho de flexibilidade, conforto e resistência. Levam algodão, poliéster e elastano na composição e são indicados também para efeitos rasgados, com um resultado excelente. Têm 9,5 oz e largura útil de 1,53 m.

Guga Blue Black foi lançado em 2019 e tem composição 98%algodão e 2% elastano. Traz como diferencial, largura útil de 1,72m e peso de 9,5oz.

Linha Light Denim valoriza a leveza dos artigos como o Iza, 100% algodão, com peso de 4,9 oz, 1,64 m, ideal para vestidos, camisas, shorts, saias. E o Liz, em algodão, poliéster e elastano, super confortável, ideal para pantalonas, calças mais largas e para o segmento infantil.

DNA do jeans

Melissa Silva, coordenadora do Senai Cetiqt falou sobre o DNA do jeans abordando o mercado e varejo de moda. Segundo ela é preciso parar de buscar tendências e focar no eu, nossa essência como marca, qual história ela quer contar? Tem que ser verdadeira e estar dentro do valor de cada empresa e reunir todos os elementos que possam seguir o mesmo conceito, com etiquetas, tags, aviamentos e até as embalagens. Do produto até a comunicação. “Devemos ser fiel à nossa história. As pessoas fazem parte dela”, afirma Melissa.

Confira algumas dicas.

•  Ser humano em primeiro lugar. As pessoas precisam acreditar naquilo que estamos falando;
•  Acertar a modelagem e ser fiel à numeração;
•  Criar o seu carro-chefe, peças atemporais que podem se repetir a cada coleção;
•  Vá para o ponto de venda, pesquise como anda o comportamento do seu consumidor;
•  Identidade e estamparia que revelam características de cada marca;
•  Embalagem. Como o consumidor recebe seu produto?;
•  Etiquetas. São necessárias tantas etiquetas e tags em uma mesma peça? Vamos pensar mais na sustentabilidade;
•  Criar serviços além do produto como a customização de peças na loja;
•  “Pare, respire e reformule”, podemos recomeçar a qualquer momento. Reformule seu modelo de negócio.

“O consumo mudou e não podemos continuar produzindo como fazíamos antes. Queremos consumir menos, as pessoas estão comprando menos e não querem mais roupas baratas que durem apenas uma estação”, comentou Melissa.

Para ela, não faz sentido comprar uma calça jeans, uma peça atemporal, e descartar pouco tempo depois. Por isso, vale a pena comprar um denim mais caro, que agregue longevidade, conforto e tecnologia. O “Re-commerce”, a venda ou aluguel de roupas usadas, online é outro nicho que vem crescendo nesse momento da moda atual.

“A crise dá uma limpada em quem não está organizado. Quem fica é quem está sólido, quem construiu uma história”, afirma Melissa. “Criar um DNA da marca é muito mais consistência do que apenas imagem e design”.

Macrotendências

A consultora, Giuliana Castelo Branco apresentou as principais tendências de moda e comportamento. Confira:

Future Dust: fala sobre sustentabilidade, peças atemporais, o fim da era das fast fashions, numa época em que os jovens também querem produtos mais duráveis e são ativistas. Valorização do minimalismo, design responsável, lavagens somente amaciadas com foco nos azuis intensos do denim juntamente com stones ecologicamente responsáveis. Aqui entram a alfaiataria no jeans, peças ornamentadas por volumes e construções numa pegada casual e chic em pantalonas, plissados, efeito jacquard.

TBT: Milleniuns é a geração da nostalgia, busca constante pelo passado, principalmente os anos 90, com o grunge em jeans trabalhados com lavagens destroyers, porém ecologicamente corretas. Aqui entram também franjas, barras detonadas, metálicos e shapes como o semi straight, retas com a boca um pouco mais aberta, slouchy, mais larga na cintura e a ajustada na barra, além de ombros deslocados, mangas bufantes e as bermudas ciclistas que voltam com tudo. Os shortinhos curtos surgem com desfiados, barras dobradas, colors e com aspecto alfaiataria. Destaque ainda para as aplicações de tachas, pedrarias e metais.

Wellness: O bem-estar e a busca pela natureza é o foco deste tema. As pessoas sentem necessidade de se desconectar – digital detox, seguindo na busca pela saúde física e mental. Aqui entram os tingimentos naturais, patchworks, bordados, efeitos tie dye, tingimentos sustentáveis, contrastes entre o azul e o branco, sobretingimentos, efeitos inspirados na água, florais delicados e aspecto artesanal. Os tecidos são fluídos, leves e com toque suave. Os shapes passeiam entre vestidos, pantalonas, saias, maxicamisas e calças com pregas.

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Equipe Guia JeansWear e Reprodução