Capricórnio Têxtil promove segundo Laundry Day com muitas tendências e novidades

Antecipando seus lançamentos para o Verão 2019, a Capricórnio Têxtil promoveu na semana passada, o segundo Laundry Day, reunindo além da exposição dos novos artigos, palestras com as principais tendências da temporada com Maria José Orione, Diretora de Planejamento Estratégico e Marketing da Capricórnio, sobre lavanderia com o consultor especializado em jeanswear, André Duarte e desfile do designer Ronaldo Silvestre com a coleção apresentada na última edição do Minas Trend. Ronaldo buscou inspiração em um conto de Clarice Lispector e, trabalhou com vestidos, jaquetas, calças, saias, tops e espartilhos, todos no denim.

Novidades

A Capricórnio Têxtil apresenta 7 novos produtos. A família Lake Blue traz um azul médio de nuance amarelada em artigos 3×1 como o Caraiva, em algodão, poliéster e elastano, ele vem com 8oz, largura de 1,45m. Já o Corumbau vem na versão ring, também com 8oz e é ideal para trabalhos com laser, patchs, puídos e manchas. O Curuipe vem na versão algodão e elastano, com power intenso, 9oz e largura de 1,52m. Em 100% algodão, o Abrolhos, é uma sarja 3×1 com 9,5oz, largura de 1,74m e efeito cross ring sutil, bem urbano, seguindo a tendências das imperfeições.

Na família Intense Blue, o Adonis na sarja 3×1, vem com 9oz, largura de 1,55m, em algodão, poliéster e elastano com alto power e predomínio de algodão do lado direito, pensando no aspecto vintage, porém com todos os benefícios do poliéster.


O Chelsea vem na construção cetim, em algodão, poliéster e elastano, com 8,5oz, largura de 1,55m, no black/black, ele traz alta cobertura, aspecto refinado e alto power que chega até 45%. Em 100% algodão chega o Fênix, sarja 3×1, com 9oz, largura de 1,77m, num azul puro muito intenso, efeito ring delicado, ideal para formas amplas e volumosas.


Tendências


Maria José Orione, Diretora de Planejamento Estratégico e Marketing da Capricórnio, apresentou as principais tendências da estação. Destaque para as formas femininas, novos volumes, o retorno dos macacões, pantalonas, formas sino, flare com babados e vestidos amplos. As jaquetas truckers surgem mais curtinhas, no estilo dos anos 80, com recortes e estilizadas onde entram lavagens diferentes com efeito patchwork ou no raw denim com brilho. Há jaquetas comfort com transparências sensuais e mistura de tecidos.


As denims chaps surgem em visuais diferenciados, com vazados e proteções, no estilo uniforme de vaqueiro. Já o corset faz sucesso em tops curtinhos com influência da lingerie e detalhes de alças e bustiês dos sutiãs.


Os shorts ganham fits clochard, retos, alongados ou envelopes em tonalidades mais claras ou super decorados. Babados e camadas podem ser vistos em batas, camisas com manga balão ou em calças. Entre os detalhes surgem abotoamentos estratégicos com zíperes entre outros aviamentos. Os macacões são contemporâneos, ora tradicionais, ora ajustados e mais sensuais.


As calças ganham cinturas altas renovadas por pences e volumes. O fit girlfriend faz sucesso com a perna mais justa. Há espaço ainda para a cropped que continua com rasgos e desfiados em versões mais comerciais ou no formato sino. Os slims fits podem ser vistos em lavagens mais escuras e as calças utilitárias continuam em alta.


No segmento masculino a skate pants chama atenção com volume exagerado e rasgos nos joelhos e barras, além de cinturas mais altas. As jaquetas college ou truckers acompanham os looks.


Ronaldo Silvestre


O estilista mineiro Ronaldo Silvestre abordou o comportamento do consumidor afirmando que a roupa precisa conversar com o jovem, velho, negro, branco, asiático, qualquer raça, estilo, idade, gênero, entre outros. E entender ainda os perfis de cada região do Brasil.  Segundo ele, as marcas precisam defender suas riquezas, olhar para dentro, voltar às origens. “O consumidor quer a história, identidade, algo que os façam sentirem-se únicos. Não somente consumir exageradamente”, afirmou Ronaldo.


Ele acrescenta ainda que a identidade brasileira está sendo construída. É preciso atender diferentes regiões com a mesma essência e, desacelerar gerando desejo através do slowfashion. “As pessoas querem experiências e não somente produtos”, comentou Ronaldo.


Lavanderia


Em sua apresentação o consultor em lavanderia jeanswear, André Duarte, afirmou que é preciso entender o DNA de cada marca, não seguir tendências. “Se eu tenho uma marca vanguarda, por exemplo, vou trabalhar mais efeitos”, afirmou André. Ele comentou que as marcas precisam estar atentas para as partes dianteiras e traseiras das calças jeans, onde deve acontecer uma conexão. “Os desgastes devem se concentrar na frente e atrás efeitos mais discretos”, disse André.


Outro detalhe importante em lavanderia a ser pensado são os pontos de luz utilizados incorretamente que podem alterar a anatomia da calça, criando um efeito de luminosidade errado. Ele afirmou que na linha Lake Blue da Capricórnio, os tingimentos amarelados se assemelham aos azuis internacionais, favorecendo em até 12 paletas de tons, conseguindo reservas de azuis em cores diferentes na mesma calça e contrastes entre intensos, médios e claros. É um tom que não se encontra em qualquer têxtil.


Já o Chelsea da linha Intense Blue traz uma gama de possibilidades no black. “Muitas vezes o black quando desgastado chega a ficar amarelado, no Chelsea ele chega no branco”, afirmou André.


Ele questionou a diferença entre customização e vintage. “A grande diferença é a aplicabilidade do efeito em cada marca. O vintage trabalha o fundo de acordo com os desgastes naturais. O clareamento é o primeiro lugar onde é fixado o olhar, se estiver errado, atrapalha toda a peça”, disse André.


É preciso incentivar as lavanderias a trabalhar efeitos em diferentes grades, porque muitos desenvolvem somente no tamanho 38, isso pode prejudicar os beneficiamentos.


E qual será o futuro das lavanderias? Segundo André tudo o que nós conhecemos de lavanderia até hoje morreu. Tudo mudou, as tecnologias, produtos químicos, maquinário. O laser vem crescendo, o ozônio é menos utilizado e, o principal: a lavanderia não pode tratar os tecidos de forma igual. “Não existe tecido errado, mas mal trabalhado”, finaliza André.


FONTE: Vanessa de Castro | Fotos: Divulgação