Cinco dicas para alavancar as vendas de jeans

Em uma época em que o jeans se torna o queridinho em qualquer segmento de moda, é importante saber como ser relevante para o consumidor. Segundo a consultoria Alvanon, é preciso ter sempre novidades e se adequar ao mercado, além é claro, manter o cliente como foco e centro de todas as decisões.

Em 2022 o mercado global de jeans irá valer 59,46 milhões de dólares, um crescimento em relação aos 56,55 milhões de 2017, segundo o site Just Style no “Global market review of denim and jeanswear – forecasts to 2022”. Com maior número de marcas online e uma vasta oferta disponível no mercado, onde permanecer relevante ao consumidor é um dos principais desafios. É importante também o jeans ter uma boa modelagem.

Segundo a consultoria Alvanon, 42% dos consumidores preocupam-se em encontrar jeans que modelem bem e 85% são leais a marcas de denim se estas produzirem vestuário que tenham um bom ajuste. “Os consumidores enfrentam este problema em todas as estações, à medida que as marcas lançam novos modelos e tendências”, explica a consultora sénior da Alvanon, Jackie Lewis, ao Just Style.

“Enquanto indústria, como podemos criar uma oferta que inclua novidades e, simultaneamente, consiga democratizar o ajuste? Deveríamos ouvir as vozes dos consumidores, já que 52% defendem que as marcas ainda não vendem roupa para pessoas reais”, completou. Jackie Lewis partilha, por isso, cinco conselhos para ajudar as marcas de jeans a permanecerem relevantes.

  1. 1. Definir o público-alvo e o formato do corpo

Para quem vendem ou querem vender? As marcas e varejistas devem começar a compreender a demografia do núcleo de seu público-alvo – onde vivem, a idade, a etnia e o grupo socioeconômico. Estes dados vão ajudar a segmentar o perfil do consumidor e, por sua vez, irão resultar num formato de corpo padrão.

Por exemplo, 55% das mulheres na Europa têm um formato corporal “médio”, no sentido em que as medidas da zona do peito, cintura e quadril são proporcionais, o que significa que podem usar facilmente quase qualquer tipo de modelo.

E o resto da população? 30% das mulheres têm um formato corporal “reto” (com quadril estreito), enquanto os restantes (como no Brasil) 15% têm mais curvas. Embora faça sentido que as marcas foquem em produtos que se ajustem à maioria das pessoas, neste caso a maioria ainda representa pouco mais da metade da população feminina.

  1. 2. Compreender os tamanhos

É difícil falar de tamanhos padrões para os jeans, já que diferem de marca para marca. A chave para o sucesso é ser consistente para o consumidor. As marcas devem usar as medidas padrões como regra e compreender o que termos como “’loose’”, “’straight’”, “slim” e “skinny” significam em termos de medidas e ajuste. Esta abordagem impulsiona as vendas e minimiza as devoluções. Comunicar os tamanhos de forma simples, concisa e atraente é crucial. O consumidor deve conseguir escolher facilmente o tamanho certo.

  1. 3. Conhecer as matérias-primas

O foco em matérias-primas mais sustentáveis e processos produtivos mais ecológicos continua crescendo, com as matérias-primas recicladas, recicláveis ou com reduzido impacto ambiental, sendo itens essenciais. A funcionalidade e a durabilidade dos produtos garantem que as peças são duráveis e irão manter o seu aspecto e cor durante mais tempo. Contudo, com tantas escolhas possíveis, pode ser difícil selecionar os tecidos certos e, consequentemente, errar e o ajuste ser desastroso.

A chave para um ajuste perfeito é categorizar os tecidos, tendo como base o peso e a elasticidade, por exemplo, se é rígido, se tem alguma ou muita elasticidade. Os outros fatores são estéticos e ainda que alterarem o aspeto da peça, não terão um impacto direto na modelagem. O ajuste deve ter também em conta a lavagem certa.

  1. 4. Manter medidas e moldes consistentes

A consistência é essencial para manter os clientes leais estação após estação. As tendências podem mudar, mas as medidas corporais e os padrões centrais dos moldes devem manter-se os mesmos. Um bloco pré-definido de moldes pode ser adaptado para incorporar as tendências da estação, com o ajuste corporal constante. Isto evita que haja a necessidade de reinventar todos os moldes em cada estação, o consumidor obtém consistência e a capacidade de a marca fazer chegar ao mercado as novas tendências aumenta.

  1. 5. Valorizar os modelos vencedores

As varejistas e marcas nunca devem esquecer os modelos mais vendidos. As marcas podem e devem apostar em novas tendências, mas têm que manter os formatos de base aos quais os clientes regressam todas as estações. As skinny jeans ainda representam 58% dos jeans das mulheres. Para os varejistas de denim, estas devem ser a base. Em seguida surgem os outros estilos e referências como as mom jeans, as calças de estilo culotte ou cropped que estão ganhando popularidade.

Fonte: Portugal Têxtil | Fotos: Reprodução