Consumidor online está comprando moda fora do país

Moda é os que os brasileiros mais compram pela internet. De forma empírica, o nosso mercado já havia identificado essa característica. O problema é que nem sempre, esse consumo se concretiza na economia do nosso país. Segundo a pesquisa anunciada pela Paypal com a Ipsos em setembro, de uma amostra de 1.001 consumidores que compraram algo em 12 meses pela web em sites nacionais, 66% adquiriram roupas, calçados ou acessórios via computador de mesa, notebook ou smarthphone. Só que destes, pelo menos 363 adquiriram produtos em sites estrangeiros – sendo 60% importações de roupas, calçados ou acessórios. A pesquisa considerou o perfil de consumidores com mais de 18 anos, entre os dias 10 e 21 de abril deste ano.

Segundo o levantamento, dos que adquiriram produtos de fora do Brasil, 30% compraram artigos da China e a maioria esmagadora (89%) apontou preços mais baixos que no Brasil para justificar a operação. Mesma razão indicada pelos 21% que importaram mercadorias dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com a pesquisa, os consumidores do nosso país só não compraram mais de fora porque o prazo de entrega é muito extenso, a taxa de envio (frete) é considerada alta e o site do vendedor é avaliado como inseguro. Somado à isso, os nossos consumidores citaram a taxa de câmbio desfavorável. Declarações que sinalizam, literalmente, as estratégias ideais para o e-commerce nacional vencer essa competição. Agilidade nos envios, segurança no site e frete: são todos, atributos que habilitam o mercado de moda nacional a figurar como escolha de moda no ambiente digital. No entanto, para o bolso do brasileiro ainda é o preço que define a decisão de compra.

Baseado nas projeções da Ipsos das respostas de 45% dos entrevistados, que afirmaram intenção de realizar novas compras nos 12 meses seguintes, o mercado online deve atingir R$ 272 bilhões até 2020. Um percentual de crescimento 17% acima do ano anterior. Uma fatia de mercado que com certeza, representa um “negócio da China” para o nosso país. Afinal, entre todos os demais mercados, é principalmente com ele, que iremos disputar.

Fonte: Redação | Fotos: Reprodução