DIESEL USA declara falência

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, no último dia (07/03), a Diesel USA, subsidiária norte-americana da marca italiana do segmento jeanswear, declarou falência na última terça-feira (05/03). O anúncio é uma surpresa para parte da indústria, que leva em consideração o sucesso da marca, mas confirma uma trágica realidade nomes que não conseguem se adequar as novidades de mercado e ascensão das fast fashions.

Para a imprensa, a marca divulgou uma nota onde explica que as vendas nos EUA caíram 53% nos últimos seis anos. Este declínio é estimado em 104 milhões de dólares em todo o período. Além disso, a empresa sofreu cibercrime e roubos que representam a perda de mais de 1,2 milhão de dólares.

A subsidiária, fundada em 1995 e com 380 funcionários, não planeja fechar, mas se reestruturar. O portal Fashion Network apontou que o plano de reestruturação trienal prevê o encerramento de algumas das 28 lojas cujos proprietários se recusaram a oferecer facilidades de pagamento.

Os ativos da companhia nos Estados Unidos são estimados em 100 milhões de dólares, destes, 50 são dívidas acumuladas pela subsidiária. A empresa foi considerada rentável em seus ativos imobiliários nos Estados Unidos até 2008, pois de acordo com a Bloomberg, foi quando a marca abriu lojas Premium, como na Madison Avenue, em Nova Iorque, no momento em que as vendas começaram a cair. Assim, gastaram 910 milhões de dólares no varejo físico entre 2008 e 2015.

Como parte do plano de reestruturação, a marca procura se concentrar em seus endereços mais rentáveis, renovar ou realocar alguns, para assim melhorar a oferta de produtos, especialmente para o público feminino e investir mais nas redes sociais para atrair a geração dos Millennials, a Geração Z e outros novos clientes.

A sede do Grupo OTB na Itália não comentou a notícia. No entanto, a declaração oficial da marca reconhece que o “procedimento é um passo delicado que permitirá a Diesel USA se reorganizar e fortalecer seu negócio”. A marca também anunciou o desejo de desenvolver o comércio eletrônico e abrir lojas pop-up em cidades importantes como Nova York, Los Angeles e Miami “para proporcionar experiências fortes aos seus clientes”.

Fonte: Beatriz Fleira | Foto: Reprodução