Eberle realiza mudanças na liga dos seus metais para se adequar às exportações

Um dos pontos positivos de se trabalhar sustentabilidade nas coleções de jeans é que dar o primeiro passo implica mergulhar em um ciclo contínuo de inovação. Por isso, após muito se falar em fibras, lavagens, etiquetas e até embalagens, chegamos finalmente naqueles detalhes que muitas vezes ficam esquecidos no planejamento eco-friendly: os metais. A busca crescente por materiais certificados, ou recordistas no quesito economia de recursos naturais, tem levado os fabricantes de aviamentos do Brasil e do mundo a repensar seus processos.

O regulamento REACH (Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals), vigente na União Européia desde Junho de 2007, é considerado o conjunto de normas restritivas para produtos químicos – industriais e domésticos – mais exigente tanto para o consumidor quanto para a natureza, em vigor até então. Logo tem servido de referência aos fabricantes que estão se ajustando antecipadamente aos novos paradigmas de manufatura que gradualmente estão se estabelecendo, induzidos por seus clientes atuantes nas exportações.

No Brasil, a Eberle já adotou diversas mudanças para se adequar a regulamentação. Entre elas, a inclusão do chumbo-controlado na composição do latão, sua principal matéria-prima. “Seguimos usando o latão, mas incluímos dentro da sua composição o chumbo controlado para seguir as normas estabelecidas pela união Européia”, afirmou Danielle L. Santos,  analista de marketing da divisão Eberle da Mundial S.A. “Foi um trabalho desenvolvido junto aos nossos fornecedores, o latão na liga com o chumbo segue a mesma resistência e durabilidade do formato anterior”, explica.

A modificação na “receita” dos metais ofertados pela companhia, de acordo com Danielle, é também fruto do investimento em um Laboratório de Meio Ambiente interno, que vem priorizando os acabamentos com menores impactos ambientais.

A Estação de Tratamento de Efluentes é outro processo interno importante da companhia. A estação, atualmente, trata mensalmente cerca de 673 m3 de água antes de devolvê-la ao meio ambiente. “Toda a água de nossa produção é tratada antes de retornar à natureza”, explica Danielle.

A movimentação coletiva dos clientes da companhia, no sentido de adotar materiais como algodão orgânico, de acordo com Danielle, foi o alerta que motivou a mudança. “Sentimos que nosso cliente já estava em busca desses materiais, e os aviamentos metálicos também estão em contato com a pele dos consumidores”, explicou a analista, legitimando a iniciativa. “Queremos que os clientes vejam a Eberle como um parceiro de confiança nessa evolução na indústria da moda”, afirmou.

A Eberle pretende lançar, até o mês de julho deste ano, um novo mostruário com a identificação completa dos acabamentos isentos de substância restritivas, refletindo os esforços realizados pelo Laboratório de Meio Ambiente da companhia.

Agradecimentos especiais à Danielle L. Santos,  Analista de Marketing da divisão Eberle da Mundial S.A.

Fonte: Vivian David / Fotos: Divulgação