Erro e aprendizado: Como a indústria tem tratado o público mais maduro

Qual seria o maior pecado do mercado na atualidade: Não agir de maneira sustentável? Elevar os preços das peças se esquecendo da presença das multivarejistas que se consolidam como especialistas e assinam coleções com grandes estilistas, ou ainda não representar um público mais maduro? Enquanto as duas primeiras problemáticas recebem o olhar de urgência, a última anula a parcela da população com maior poder aquisitivo, e que ainda não se sente inclusa nas campanhas que focam na maioria das vezes no público jovem.

Os consumidores da terceira idade querem mais atenção. São um nicho muito importante para a indústria varejista, estando mais preocupados com as experiências que os produtos podem lhes proporcionar. De acordo com levantamento do SPC Brasil, 71% dos idosos conseguem ter independência financeira (49% da aposentadoria), e são responsáveis por uma renda anual de R$ 243 bilhões, detendo um poder de compra altíssimo.

O levantamento ainda mostrou que o público tem tempo para percorrer lojas, e aproveitam os momentos consumindo, mas não se sentem representados pela indústria, e pelas campanhas da maioria das marcas.

O perfil do consumidor da terceira idade é mais exigente. Exemplo disso é que 52% d amostra alega valorizar mais a qualidade dos produtos, mesmo que isso exija um valor mais elevado. E por outro lado, 23% incorporam a experiência de ir às compras como uma atividade de lazer.

O levantamento ainda detalhou que 60% das mulheres acima de 55 anos estão insatisfeitas com propagandas pela falta de representação. A indústria perde muito por não focar no público mais velho e lançar novidades inclusivas que ensinem as novas gerações a trabalhar com os mais diversos nichos. Vale ao mercado entender as reais necessidades de seus consumidores e agarrar essa oportunidade altamente lucrativa.

Fonte: Beatriz Fleira | Foto: Reprodução