Futures SP, promovido pela WGSN, discute sobre o futuro do mercado consumidor

Qual será o futuro do mercado consumidor? Esse foi o principal assunto do Futures São Paulo, evento global da WGSN, que contou com o apoio da Haco e, abordou desde a evolução e influência da tecnologia nos negócios, até o próprio comportamento do cliente diante de todas estas mudanças e facilidades. O evento trouxe importantes reflexões para que as companhias se mantenham alinhadas com as demandas do consumidor em 2020 e reuniu mais de 200 participantes entre diretores, vice-presidentes e CEO’s das principais empresas atuantes no país.


Andrea Bell, Diretora da WGSN Insight – que veio ao Brasil especialmente para o evento – trouxe relevantes reflexões para os presentes. Sobre a tão falada ‘economia da experiência’, Andrea afirma que, cada vez mais, as experiências e os produtos por si só não são as soluções. As pessoas estão procurando um significado e, essa busca que está moldando as prioridades das novas gerações. Ainda na busca pela experiência e proximidade, no futuro próximo, sensores que usam retroalimentação e vibrações eletromagnéticas simularão o toque em um mundo virtual. Esse tipo de tecnologia irá proporcionar que consumidor sinta os produtos, tecido de uma camisa, por exemplo, mesmo que à distância. “Não é o mais forte nem o mais inteligente quem sobrevive, e sim, o mais disposto a mudança”, afirmou Andrea em sua apresentação.


Outra apresentação que chamou a atenção e trouxe valiosos insights para os presentes foi a de Liberty Carras Kelly, Diretora de Vendas Américas Spotify. Liberty começou pedindo para que todos se levantassem, respirassem, e pensassem na música que mais gostam. Assim, a executiva se apresentou e colocou em pauta como será o ‘futuro do curtir’ – com foco no que os consumidores irão querer do mercado do entretenimento. Segundo a executiva, os brasileiros, ouvem, em média, 2h30 de músicas no Spotify por dia. Carras ainda ressaltou que a experiência é o que move o mercado hoje em dia, e que a personificação – principalmente no mercado de entretenimento – já é essencial para as marcas que querem ser relevantes.


Três empresas atuantes em causas sociais debateram a importância e o futuro para o propósito das marcas: Ben & Jerrys, Red Bull e Ambev mostraram como oferecer respostas para a busca do consumidor em se sentir parte de algo maior, de sentir que o produto que ele consome também indiretamente ajuda a comunidade em que está inserido. A Red Bull, por exemplo, implementou o cargo de Social Innovation, justamente com o propósito de identificar ideias e realizar projetos em benefício do social.
Já o painel sobre futuro do trabalho foi composto pelos jurados de Cannes Lions – empresa que faz parte do grupo Ascential, assim como a WGSN –, o Copresidente Agência Africa, Sergio Gordilho e Mario D’Andrea, CEO Dentsu, além também da participação de André Ferraz, CEO InLocoMedia. Os executivos debateram sobre a transformação da indústria criativa e a importância de ter um propósito no trabalho para as novas gerações. De acordo com Gordilho, dentro que é produzido no meio criativo, só se mantêm o que é relevante tanto para o consumidor, como para quem trabalha. Neste sentido, ele afirma: “há dez anos a criatividade era mais direcionada para o resultado e, hoje é voltada para o lado mais humano ”.


Daniela Dantas, Diretora WGSN Mindset Latam trouxe importantes reflexões sobre como as pessoas vão se definir nos próximos anos. Ou seja, como os consumidores vão se apresentar e “ressignificar” sua própria identidade em tempos de liberdade de gêneros e redefinição do conceito de pertencimento – uma vez que a internet rompeu barreiras e proporciona que todos indivíduos sejam cidadãos do mundo.
“As novas gerações exigem que as marcas acompanhem as mudanças da sociedade – o que impacta desde a flexibilidade do trabalho à espiritualidade. Nada mais será pré-definido, fixo e, por isso, é importante que as marcas tenham o mindset de que, cada vez mais, os consumidores são únicos, e que é necessário atender às especificidades de cada um para destacar-se. O futuro do ser é estar. A identidade é uma constante flexível e mutante”, finaliza Daniela.


O Futures é um ativo global da WGSN, que acontece em seis cidades ao redor do mundo: Londres, Hong Kong, São Paulo, Nova York, Melbourne e Cidade do Cabo. É um evento inspirador protagonizado por especialistas em tendências e palestrantes globais, que compartilham suas perspectivas sobre o futuro em um dia de palestras e painéis de debate. O Futures tem o intuito de auxiliar executivos no que diz respeito ao entendimento das mudanças que estão por vir no futuro do consumidor e, respectivamente, como essas mudanças podem afetar seus negócios.

VANESSA DE CASTRO | FOTO: REPRODUÇÃO