Gigantes da moda assinam pacto para mudanças climáticas

É gratificante divulgar movimentações da indústria do vestuário que transcendam a visão imediatista e se encontram com os interesses coletivos em patamar mundial. Uma delas foi assinada no final do ano passado, em meados de dezembro, na Polônia. Aproximadamente nesta data, a indústria da moda assinou seu primeiro pacto concreto para um comitê de suporte para mudanças climáticas: o Fashion Industry Charter for Climate Action. O estatuto foi aceito durante a Conferência de Mudanças Climáticas (COP24).

O avanço é uma importante conquista considerando que a indústria têxtil é uma grande poluente e atualmente é responsável por 8% da emissão do gás carbônico no mundo, de acordo com dados da Fundação Quantis & Climate Works Foundation.

Na ocasião, 40 companhias, incluindo marcas de moda líderes, grandes varejistas, organizações de fornecedores e companhias de distribuição aceitaram coletivamente a abordagem aos impactos ambientais para o setor de moda, abrangendo toda a cadeia de valor. Entre os grandes nomes do JeansWear inclusos, constam Guess e Levi Strauss &Co. Some-se a este portfólio de gigantes como H&M, Esprit, Guess, Gap, Hugo Boss, Stella McCartney, o grupo espanhol Inditex, Kering, Puma, Target, Adidas, e Burberry entre muitos outros.

Juntas, as empresas se comprometeram a implementar 16 princípios e metas que sustentem o estatuto do Fashion Climate Charter, aceitando assim um plano de ação para diversos setores. Entre as metas mais importantes constam o tópico emissão de gases zero até 2050, bem como a redução dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 30% até 2030.

O apoio e alinhamento às metas do acordo de Paris, que limitam a temperatura global para muito abaixo dos dois graus Celsius nos níveis pré-industriais também está no topo desta lista. No decorrer dos itens, quantificação, publicação e controle das emissões de gases, são mencionados – além do uso de práticas transparentes, e incentivo à economia circular.

O estatuto inclui suporte à transição para meios de transporte cuja logística contribua para a redução nas emissões de carbono, e busca contínua por um modo de consumo de energia cada vez mais eficiente e renovável.

O estatuto UN Fashion Industry Charter for Climate Action é resultado da iniciativa de diversos líderes da moda, que se voluntariaram a criar um movimento em prol das mudanças climáticas. Entre os mais influentes, Puma e H&M.

Fonte: Vivian David | Fotos: UN