Glamour define o jeans que vai na bagagem das viagens culturais

As inspirações das coleções de moda são infinitas: viagens, arte, cinema são alguns

tópicos. Mas sem dúvida o grande desejo coletivo atual gira em torno da fuga da rotina,

da sensação de liberdade e do conceito de lifestyle ligado à novas e ricas experiências.

No mesmo momento em que Valentino lança sua coleção Resort 2017em Nova Iorque, mesclando culturas com a mesma lógica de adorno dos souvernirs de viagem; a revista Glamour Americana reproduz semelhante ideia, através do

editorial de junho. Peças decorativas com estilos distintos, ilustram

através da riqueza de materiais e texturas o prazer de viver e acumular recordações,

lugares, e experiências. E no meio de toda essa profusão de referências, a publicação

define os estilos de jeans que não podem faltar na bagagem.



Acompanhando a fantasia sugerida pelas produções, o jeans que

combina com todos os vestígios dos lugares que passamos e desfrutamos pelo mundo

afora, varia do rasgadinho companheiro de qualquer aventura; até a versão mais fashion

do discurso cosmopolita: a saber, a pantacourt. A ideia de memória está presente em

todas as versões conferidas: desde o buraco acidental da skinny esfolada pelo uso,

passando pela reta com patches lembrando colcha de retalhos, até chegar na aparência

folclórica dos bordados aplicados na pantacourt.



Dialogando com a ideia do jeans que vai na mala, as produções do

editorial soltam­-se em estampas e materiais: temos peles, saias

plissadas com botas, jaquetas de couro associadas à vestidos ciganos fluidos,

transparência e veludo cotelê: este último um forte diálogo para o jeanswear nas

próximas temporadas. Das passarelas às revistas de moda, o senso coletivo aponta para

a busca de produções mais elaboradas, diversificadas em tecidos, toques, desenhos e

cores; antecipando que o segmento denim tende a adotar aparências

mais decorativas e trabalhadas para acompanhar tal movimentação.

VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO