IBGE divulga dados da produção física das indústrias brasileiras no mês de junho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, divulgou dados atualizados sobre a produção física das indústrias brasileiras, relativo ao mês de junho deste ano. Por meio dele, é possível ver o desempenho nacional e o de São Paulo, no período, tanto da indústria de transformação, quanto da indústria do vestuário e têxtil, de forma desagregada.

A indústria de transformação tem operado no campo positivo dos dados, muito influenciada pela retomada de bens duráveis, tais como automóveis, após muitos meses em queda. No primeiro semestre de 2018, o setor cresceu 2,8% em âmbito nacional, e em São Paulo o aumento foi de 4,8% no mesmo intervalo de tempo, a despeito da greve dos caminhoneiros, que derrubou o resultado de maio.

Já a indústria têxtil nacional recuou 0,9% no primeiro semestre 2018, frente ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo, a indústria têxtil ficou praticamente estável, com 0,4% de queda. Nesse aspecto, a indústria têxtil paulista, embora ainda esteja com alta de 3,5% no acumulado de 12 meses, tem ficado cada vez menor. Aqui, a preocupação é a de que o pedido da confecção de hoje é a produção da têxtil de amanhã, dada a demanda altamente correlacionada.

No que se refere à indústria do vestuário brasileira, o primeiro semestre de 2018 contabiliza 3,8% de redução, na produção. No Estado de São Paulo, por outro lado, o tombo está em 11,1%. Difícil de explicar, sobretudo depois do setor ter sido – assim como o têxtil – beneficiado com a nova sistemática de tributação do ICMS paulista. No entanto, independentemente do benefício tributário, que reduziu a assimetria concorrencial entre as empresas paulistas e as dos estados vizinhos, a importação de vestuário em São Paulo foi 33% maior, entre janeiro e junho de 2018 (4 pontos percentuais acima do número nacional).

Por fim, embora o câmbio médio do ano passado tenha sido algo como R$ 3,19 por dólar, e atualmente se mantenha próximo aos R$ 3,80, as compras internacionais feitas, sobretudo por grandes varejistas, tinham como base o real bem mais valorizado. Os efeitos dessa valorização (19%) começam a ser sentidos na importação, mas devem maturar a médio prazo. Contudo, o maior problema está na debilidade da economia interna, sobretudo por razões políticas, que só devem melhorar depois de novembro, após o período eleitoral.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução