Importação de denim apresenta sinais de mobilidade no mercado internacional

Um imenso e diversificado microcosmo de fornecedores de vestuário. Esta imagem sintetiza em palavras, o quanto a indústria denim mundial tem se expandido em caminhos e estratégias comerciais, catalisada pela infusão de tarifas da guerra de mercados entre Estados Unidos e China.

São dados que mostram que apesar da China continuar ocupando o posto mais alto da cadeia de suprimentos, com crescimento de 1,4% representado pelo valor de $871,97 alcançado nas importações de vestuário (sendo 95% delas constituídas pelo jeans) – já começa a perder território para outras localidades. O motivo: apesar dos consumidores de tecidos europeus continuarem comprando seus têxteis; atentaram para o alto custo das embalagens e manufatura praticadas na China. Cenário que tem levado confecções renomadas como a House of Gold olhar para outros países, como Paquistão, Bangladesh e Maurícias, em busca de novos horizontes para produção em grande escala.

Assim, de acordo com dados divulgados pelo departamento de comércio Americano OTEXA (Office of Textiles&Apparel), cadeias de fornecimento como Bangladesh, Vietnam, Cambodia e Índia em comum, registraram percentuais de ganhos de dois dígitos provenientes de importações de roupas de denim para os Estados Unidos nos primeiros 11 meses de 2018.

No mesmo período, importações de vestuário em denim provenientes do Vietnam, saltaram 44,53% para o valor de $277,37 milhões, enquanto as remessas de Bangladesh despertaram em 12,34% alcançando a cifra de $536,4 milhões. Importações do Paquistão alcançaram 12,18% chegando à $227,6 milhões. As remessas de Cambodja, por sua vez, aumentaram 23,65%; e as importações da Índia despertaram em 45,58%, para o valor de $18,86 milhões.

A abordagem mais ampla do aprovisionamento do denim amplia a estratégia produtiva do vestuário como um todo, para além da dominância exclusiva da China, e passa a incluir mais locais, para produções locais. O hemisfério ocidental, região que permanece entre os players da produção de jeans, é um exemplo claro desta tendência. Nele, as importações para os Estados Unidos aumentaram 3,87% no período, alcançando o valor de $957,81 milhões.

O México continua ocupando o segundo lugar no fornecimento de roupas de denim com as importações dos primeiros onze meses de 2018 alcançando o percentual de 3,1% – correspondentes ao valor de $757,81 milhões. Isso, a despeito dos ciclos geopolíticos envolverem renegociações do Acordo de Livre Comércio da América do Norte entre Estados Unidos, México e Canadá; o qual está aguardando aprovação pelos legisladores dos três países.

Os fornecimentos da Nicarágua estão acima de 10,09% chegando a $100,93 milhões. Já a Colômbia, avançou 39,61% para 56,81 milhões; enquanto os despachos da Guatemala despertaram 17,16% chegado ao valor de $30,08 milhões.

Os países africanos continuam tendo um bom momento como fornecedores de denim. Importações provenientes de Lesoto alcançaram 9,88% nos onze primeiros meses de 2018, chegando ao valor de $75,56 milhões. Já os carregamentos de Madagascar foram superiores a 11,68% chegando ao valor de $22,21 milhões; e a Tanzânia aumentou 31,78% para chegar ao valor de $11,85 milhões.

Fonte: Vivian David | Foto: Reprodução