MALHA e Instituto C&A apresentam os 4 drivers tecnológicos que vão mudar a indústria da moda

É no mundo pós digital, fortemente influenciado pelos millennials, que novas experiências de consumo estão surgindo. Como a tecnologia transforma o comportamento de consumo e vice-versa? Quais são as aplicações desse universo hiperconectado para a indústria da moda, uma das que mais emprega no mundo?

report “O Poder das Máquinas”, elaborado pela MALHA, movimento por uma moda mais sustentável, colaborativa, local e independente, em parceria com o Instituto C&A, aborda o universo hiperconectado da tecnologia e suas aplicações no mundo da moda a partir das principais tendências de comportamento e consumo, e aponta os quatro principais drivers tecnológicos da transformação para a indústria.

  1. 1º – Economia dos dados

No mundo pós digital, em que a tecnologia ultrapassou as fronteiras entre o físico e o digital, dados são a nova commodity. A cada um ano e meio se gera a mesma quantidade de dados já criados pela humanidade em todos os tempos. Todos esses dados podem ser utilizados para aprender sobre a humanidade em escala como nunca antes, mas é preciso dar sentido a eles.

A capacidade dos grandes dados de prever o nosso comportamento futuro vai mudar a maneira como vivemos. O uso de Machine Learning, Data Mining, Inteligência Artificial e Internet das coisas, por exemplo, vai modificar completamente a forma como os dados são analisados, interpretados e utilizados pela indústria.

A Cisco e a GE estimam que haverá 1 trilhão de dispositivos conectados em todo o mundo até 2020.

  1. 2º – Tecnologia de vestir (wearables) X tecnologia de sentir (insertables);

A moda e a vestimenta são inseparáveis do ser humano. Por isso, incorporar tecnologia na indústria da moda é inevitável. Tecidos inteligentes, biokacking, wearables – acessórios ou roupas que estão incorporados em eletrônicos conectados à Internet – e insertables – chips ou próteses inseridos no próprio corpo –  já são uma realidade na indústria da moda.

Roupas inteligentes cada vez mais irão adicionar camadas digitais ou biológicas ao uso regular que fazemos. Entre suas funcionalidades, elas podem regular a temperatura corporal; contribuir com dados para melhorar nossa postura; conectar-se com outros dispositivos para mapear nossas funções; e  oferecer experiências únicas de pessoa para pessoa.

A previsão de 2015 para 2020 é que o mercado de tecidos inteligente cresça quase 34% e fature US$ 4,720 bilhões.

  1. 3º – A era dos robôs;

A Organização Internacional do Trabalho estima que, em algumas décadas, mais da metade dos postos assalariados nos países emergentes serão deslocados pela automação.

O relatório da Malha indica que essa disrupção será liderada pelas indústrias têxtil e vestuário. Inclusive, os robôs já são capazes de desenhar obras criativas com um grau muito similar de êxito dos humanos.

Contudo, é importante reforçar que robôs não devem ser vistos como vilões. Podemos, e devemos, contar com a tecnologia para conseguir um equilíbrio entre trabalho e uma vida mais holística, mais saudável.

  1. 4º – Novas experiências de consumo;

O PDV como o varejo conhece está com os dias contados. Os consumidores nascidos na era digital e pós-digital são pessoas acostumadas a fazer compras desassistidas, ou seja, compras online. E elas agora querem reproduzir o comportamento digital no mundo físico. Os pontos de venda do futuro entregam o valor com experiências, e não mais com o produto direto.

Tecnologias como RFID, chatbots, Internet das Coisas, Assistentes Pessoais embutidos em smartphones contribuem para tornar a experiência de compra desassistida (auto checkout) mais rápida, fluida e anônima. A Realidade Virtual(VR) e a Realidade Aumentada(AR) prometem ser as tecnologias mais eficientes para fazer da compra uma verdadeira experiência, uma imersão real.

O conteúdo completo do relatório está disponível para download no site do projeto: www.malha.cc/cea/caderno.

FONTE: Redação | Foto: Reprodução