Marcas expositoras do Brasil Eco fashion Week apostam no denim como matéria-prima

A Brasil Eco Fashion Week, realizada semana passada em São Paulo, promoveu o showroom de marcas de moda, além de fornecedores, tecelagens e oficinas de customização. Entre os participantes estiveram presentes algumas empresas que têm o jeanswear como foco – algumas trabalham com outros materiais também.

A Doi.is, por exemplo, nasceu há dois meses, sob o comando de Byanca Coutinho e Giselly Martins, em São Gonçalo (RJ) . A ideia da marca surgiu após Byanca participar de um curso de moda sustentável e, para empreitada convidou sua professora, Giselly.

“Sempre gostei de customizar jeans. Desde os 13 anos faço as minhas roupas, comecei vendendo para as amigas e deu super certo”, comenta Byanca. As peças são produzidas com retalhos em denim doados pelos clientes, em troca de descontos ou comprados em bazares, igrejas, entre outros. As peças são minimalistas e seguem o estilo unissex onde entram calças com elástico, saias envelope, camisas, vestidos ou coletes que mesclam patchworks em tons diferentes. A Doi.is vende através das mídias sociais, entrega em mãos, ou através dos correios e, ainda produz sob encomenda, inclusive tamanhos plus size. O valor dos modelos, gira em torno de 60 reais e nenhuma peça vai além de 100 reais.

Já a designer Juliene Darin garimpa peças pelo mundo para sua marca Upcyqueen, customizando-as, onde elas ganham uma nova identidade sob o olhar de Juliene. Ela conta que sempre gostou de transformar suas roupas, fez moda na Faap e trabalhou em grandes indústrias, mas quis voltar às suas origens imprimindo personalidade e estilo aos modelos. Juliene diz que prefere trabalhar com o jeans bruto, encorpado, onde é possível realizar diferentes processos como bordados, jatos de tinta, silks, aplicações, mix de materiais, entre outros. Qualquer produto pode virar uma nova peça, repaginada, como retalhos de almofadas, pelos coloridos, lenços, pedrarias.

A marca carioca Think Blue – Upcycled e Slow Fashion – também trabalha com descarte da indústria têxtil ou peças reutilizadas do segmento jeanswear. A marca da designer Mirella Rodrigues inova com etiquetas recicladas e, que apresentam ao consumidor os recursos utilizados naquele produto, como: “foram utilizadas três calças jeans, 9,3 horas de produção e 4,5 horas de água. Além do mais, eles informam o nome da modelista e do alfaiate valorizando o trabalho de quem está por trás de cada peça, que sempre é única. Os patchworks revelam diferentes lavagens em shorts, casacos, calças e jaquetas que mesclam o jeans black, acinzentado, raw ou delavê e interferências como puídos, marcações ou costuras aparentes.

FONTE: Vanessa de Castro | Fotos: Equipe Guia JeansWear