Moda sustentável e atemporal na VIHE

O mundo mudou, a tecnologia avançou, o segmento de moda é outro, os consumidores pensam de forma diferente. Dentro desse contexto nascem marcas com um propósito e, que principalmente, valorizem as pessoas, a moda atemporal, o consumo consciente e o meio ambiente, como a VIHE que acaba de lançar sua primeira coleção na CZO, loja multimarcas do Cartel 011, espaço localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

A marca criada por Henrique Bittencourt, surge com a proposta de mesclar sustentabilidade, design e slow fashion, criando produtos atemporais, unissex, fáceis de usar e em quantidades limitadas, com o objetivo de incentivar o consumo consciente.

“A ideia da marca é que ela não siga a moda, é atemporal e o foco é a matéria-prima, costura, acabamentos, sempre pensando em materiais que tenham algum viés ecológico. Hoje em dia, é muito difícil fazer um produto 100% sustentável, mas a ideia é chegar o mais próximo disso”, afirma Henrique.

E, continua: “Meu consumidor é preocupado com o planeta, com essa consciência ecológica e também busca um produto que tenha uma durabilidade maior, porque não estamos falando somente de sustentabilidade, mas também de consumo consciente. Na medida que a gente compra produtos que são duráveis, não preciso consumir tanto”.

A coleção limitada (foram criados de 10 a 15 itens de cada peça) traz sete modelos: uma jaqueta e uma calça bag com inspiração nos anos 90, em duas tonalidades diferentes, uma camisa de viscose, moletom e t-shirt. A numeração vai do P ao G para a parte de cima e, do 40 ao 44 para as calças, em uma modelagem que cresce um tamanho e meio a mais do que o normal.

Todas as calças vêm com cordão e se ajustam ao corpo de cada pessoa. A numeração serve vários tamanhos, e dependendo do estilo, a pessoa pode usar algo mais ajustado, oversized ou no estilo clochard.

Em parceria com a Vicunha, os denins são 100% reciclados ou com fibras ecológicas, da linha Eco Cycle que traz os selos Less Water e Recycle, em produtos fabricados com técnicas que vão da economia de até 93% de água nos processos de acabamento à menor utilização de matéria-prima virgem com o uso de fibras recicladas. Esses tecidos da Vicunha não precisam de tingimento e, nem de lavanderia, somente o denim raw foi amaciado.

“A gente sabe a quantidade de litros de água que são usados para chegar num jeans azul claro. Praticamente não usei água na hora de amaciar”, comenta Henrique.

O acabamento ficou por conta da Eberle, empresa líder na produção de botões e rebites e que possui um forte compromisso ambiental com a redução dos impactos causados ao meio ambiente.

“Já a camisa é feita de viscose, com fibras de madeira de reflorestamento, com certificado de origem da Vicunha. Os botões desse modelo são pintados um a um e, são produzidos a partir de borra de café reciclado de uma empresa de Portugal, a EcoBotões que trabalha também com casca de frutas, caixa de leite, papel..”, diz Henrique.

A t-shirt é produzida com algodão orgânico e não tem nenhum tipo de processo de tingimento e como é uma peça clássica, foi pensada para durar por várias estações.

“Nosso público está preocupado em usar algo que não tenha tanta estampa, com logotipo discreto, algo que dure. A pessoa também compra pelo produto e, porque ele tem uma história: a sustentabilidade não está só no material, mas também na fábrica onde os trabalhadores têm carteira assinada, onde há uma homologação, com selos e certificados, com salários justos”, finaliza Henrique.

A segunda coleção, também em parceria com a Vicunha, será lançada em abril e, vai ser apresentada no Brasil Eco Fashion Week no ano que vem. Sempre em busca de novos produtos, Henrique pretende desenvolver peças em algodão e moletom com gramaturas que conferem maior conforto, maciez e durabilidade, além de tingimentos naturais.

As peças de sua primeira linha estão à venda somente no Cartel 011 e logo mais também estarão disponíveis online.

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Divulgação