O desafio de uma geração de consumidores infiéis

De tempos em tempos o mercado da moda é forçado a mudar os próprios hábitos, movido pelo ingresso de uma nova geração na definição de consumidor economicamente ativo. A geração “Z”, nascida entre 1996 e 2001, será a próxima variável influenciadora desse jogo.

Estudos mensuram que em 2020, eles estarão representando metade de todos os consumidores atuantes nos EUA. Cenário que tem colocado este novo target no topo das prioridades dos profissionais do marketing. Considerada a geração mais diversa e multicultural de todas, superando até mesmo os millenials, a geração “z” deverá impor cinco fatores a serem superados.

O primeiro deles será o desapego à fidelização, e uma busca muito maior por produtos e serviços que acrescentem valor à sua vida. Em seguida, teremos o fator individualidade resgatando o gosto pela experiência física na loja. E ao mesmo tempo, exigindo que as mesmas estejam equipadas com as mais avançadas tecnologias, proporcionando várias formas de interação no ponto de venda. Atitude que vai demandar a promoção de uma experiência coerente em todos esses canais.

Em terceiro lugar, as pesquisas vislumbram a saturação das redes sociais. Panorama que deverá transformar esses meios em uma forma de comunicação.

O fator quatro estará ligado à transparência, autenticidade e objetivo de vida. Um estudo da Google concluiu que 70% desses consumidores, preferem a imagem mais realista que os influenciadores do YouTube transmitem, ao invés das celebridades tradicionais. Além disso, a pesquisa constatou que as marcas que têm uma causa conseguem mais publicidade orgânica e atraem a atenção desta geração. É um perfil que apóia causas como os direitos das pessoas transgênero, #MeToo e Black Lives Matter e acreditam que devem ser apoiados socialmente. Campanhas de marketing do futuro devem estar fortemente atentas à estas tendências.

Por fim, um estudo da Oracle mostra que 69% dos consumidores que participam de programas de fidelização consideram o tratamento individualizado importante, e estão dispostos a pagar mais por mais conveniência. Um comportamento, que de acordo com a companhia, aplica-se particularmente à geração Z. E promete figurar como maior desafio aos profissionais habituados a montar programas de fidelização. Na nova economia, pontos e recompensas não vão mais trazer lealdade à marca. Mas sim, o mundo da exclusividade, reciprocidade e gratificação imediata.

Fonte: Vivian David | Imagens: Reprodução