O novo mercado inserido dentro do conceito sustentável no Inverno 2019 da Canatiba

O mundo mudou, a moda se transformou e o segmento jeanswear segue acompanhando todas as evoluções para atender esse novo consumidor, muito mais exigente e seletivo.

Os pilares, sustentabilidade, tecnologia e conforto andam juntos quando falamos em tecelagens que trabalham tanto o denim quanto a sarja e a Canatiba, que certamente é uma das maiores indústrias brasileiras do segmento, vem investindo numa gama enorme de produtos que aliam tudo isso e muito mais.

Para apresentar seu Inverno 2019 a empresa reuniu os clientes na última semana no showroom do Brás, trazendo novidades sobre o mercado, tendências e os lançamentos de seus artigos.

A gerente de marketing da Canatiba, Ivna Barreto, abriu o evento onde abordou uma pesquisa de varejo de moda confirmando o aumento dos polos regionais para o jeanswear, ampliando o mercado e a concorrência. Falou ainda sobre o que faz o consumidor comprar – informação de moda aliada à qualidade – numa época na qual se adquirem cada vez menos peças de roupas e, as que duram mais são as preferidas. Por isso, o dinheiro investido nessa compra deve valer a pena. “Compre os tecidos por custo X benefício” e, invista em informação de moda, qualidade, valor percebido e comunicação”, afirmou Ivna.

Ivna ressaltou o novo momento que o mercado vem passando. “Devemos inventar o novo de novo, a percepção do novo deve ser realmente sentida”, disse. E dentro desse contexto, seguindo todas as inovações a Canatiba vem trabalhando o cuidado com o meio ambiente em suas fibras recicladas, com tingimentos ecológicos, além de novas construções maquinetadas e urdumes com ring marcado.

Entre as linhas ecológicas a empresa mantem o Éko Denim: tecidos em composições especiais com mix de fibras recicladas, produzidos através de processos ecologicamente responsáveis e Eco Dye: tingimentos ecológicos que durante o processo de produção, permitem a redução de tempo, consumo de energia e economia de mais de 80% de água.

Outra novidade é a linha Fast Wash – tecidos especialmente desenvolvidos para revelar efeitos em lavanderia em menor tempo, com redução de processos e de consumo de água. Além disso, 100% dos denins da Canatiba são produzidos com algodão certificado pelo BCI, garantindo a origem sustentável e a responsabilidade social desde o plantio do algodão até seu manejo, local de trabalho e direitos dos funcionários.

A Canatiba realizou também uma parceria com o projeto da ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Sou de Algodão, que tem como objetivo promover a sustentabilidade e o consumo consciente na moda, valorizando os produtos provenientes do algodão. É importante ressaltar que as marcas devem pontuar todas essas inovações através das etiquetas nos produtos.

Lançamentos

Entre os principais lançamentos destacam-se os tingimentos e fibras sustentáveis, o denim original com peso maior, porém com uma leveza excepcional na Família Porreta, com artigos em uma sarja bem marcada e tingimento ecológico como o Arretado Denim – 100% algodão, com 9 oz, Salah Denim com ótimo custo x benefício, largura de 1,66m, 98% algodão e 2% elastano e Big John Denim. O Chole Blueshine surge com resina que confere diferentes efeitos em lavanderia e um alto power de até 45% em 96% algodão, 4% elastano e 7,5oz. Entre os listrados, o Listrado Blue Denim surge com 8oz em 100% algodão.

Já com fibras naturais e macias a Canatiba amplia sua linha de Tencel com foco em tecidos PT e coloridos com diversos ligamentos e uma gama de estruturas. São ideais para peças que valorizam o toque e o caimento, que somente a fibras de celulose proporcionam. O Riad Stripe vem com 6oz, 100% Liocel e estampa listrada.

A Família Éko (Mayoral, Maly e Resiklo) eleva o conceito de sustentabilidade da tecelagem à sua maior potência. Fibras de algodão e Liocel até então descartadas revelam bases que recebem tingimento com até 80% de economia de água em todo o processo fabril.

Tendências

A consultora Bia Aidar revelou sua pesquisa internacional de tendências abordando alguns itens que mais chamaram atenção lá fora: muito 100% algodão, crescimento da cropped wide e um grande movimento ecológico no mundo todo e em todos os sentidos e aspectos da vida, pensando cada vez mais no coletivo. Ela afirma ainda que os tecidos são fundamentais para produzir formas básicas e mais limpas com detalhes que podem fazer toda a diferença. Destaque para a sustentabilidade, minimal e maxi em looks limpos e elaborados e para a alfaiataria.

Temas

Breakdown

Em um mundo cada vez mais ávido por informações, mídias sociais, exposições, correria, ansiedade, acontece uma “pane” no sentido de cada um se expressar do seu jeito de ser único e se destacar em meio “à selva de pedra”. Há uma busca pela individualidade, o “it yourself”, valorização da aerografia inspirada nas tattoos, o sportswear já incorporado na moda que vem mesclado à alfaiataria. Há ainda inspiração nos movimentos hip hop, street style e diferentes ícones musicais, num mix de referências, peças criativas e personalizadas.

Aqui entram misturas de cores, patchs, xadrezes, ganchos mais altos, a volta das pochetes, logomania nas laterais, muitas listras continuam e peles como ornamento. A alfaiataria ganha ombros marcados e detalhes contrastantes com linhas colors. A base black pode vir no conceito do japonismo, linhas geométricas e minimalistas. Há ainda blocos de cores e lavagens, joggers, skinny biker, shorts clochard, mix de estampas e tecidos e wide legs com listras ou cintura mais alta.

Ultra Vision

Além de olhar para o futuro e todas as suas tecnologias, as pessoas buscam inspiração também no passado, suas raízes, no aconchego, e na aventura de paisagens desertas, na meditação, astrologia, yoga, algo que as conecte com o seu “eu interior” e, com a natureza. Há espaço também para os esportes invernais destacando o conforto unindo também a alfaiataria e suas padronagens clássicas como o pied de poule, príncipe de gales e, pied de coq, o western numa mistura de suedes, couro, franjas e bordados que remetem à tribo Navajo e, por fim as etnias africanas num conceito mais moderno e em tons terrosos.

As estampas são ricamente ornamentadas com motivos dos zodíacos e signos, xadrezes, camuflados em novas cores, elementos étnicos no prata e no dourado. Bordados, franjas, patchwork mais limpo a abotoamento aparente são outros detalhes que chamam atenção. Surgem também os tecidos com aspecto de linho, contraste de costuras, pantalona cropped, peles nas golas e forros de jaquetas, jogger com cara de alfaiataria e aspecto acetinado.

Cores

Surgem fundos mais terrosos e, destaque para os alaranjados, amarelos, mostarda, vermelho, violeta, lilás, blue bic, verdes vivos ou aguados e burgundy. É muito importante pensar na mistura das cores para uma harmonia entre elas.

Principais Fits e Detalhes

Masculino

Entre os tops, destaque para as camisas mais ajustadas, detalhes de zíperes e couro, efeitos degradê, corte à fio, falsos bolsos e western shirt com patchs e xadrezes. Jaquetas tradicionais com puídos, manchas, recortes diferenciados, mistura de lavagens e patchs. Jaquetas colors, no crú, com estampas nas costas, workwear, bolsos alongados, ar rústico e efeitos com reservas. Alfaiataria no denim bruto ou black.

Skinnies com respingos, slim pants, calças retas com mistura de lavagens nas pernas, calças que afunilam na barra, chino no bege ou com listras e muitas joggers com bolsos sobrepostos, detalhes de reguladores e cara de alfaiataria.

Feminino

Os bralettes ainda continuam no inverno usados por cima de camisas, com amarração estilo espartilho, as camisas são slims, surgem na base black, com veludo, no estilo western. As jaquetas ganham silks, detalhes de golas ou mistura de tecidos, ou podem ser vistas em modelagens maiores, com correntes, forros estampados, com desconstruções, efeitos sobrepostos e zíper nas mangas.

Vestidos menos vistos, surgem no estilo camisa, jardineiras com detalhes lúdicos, zíper frontal e, alças. Entre os shorts que farão sucesso na estação, o clochard e os modelos ornamentados chamam atenção. As minissaias passeiam entre a evasê, com pregas, ilhoses, barras assimétricas, reservas de cor, no comprimento mídi e cintura clochard.

Entre as calças, as versões slims ganham detalhes de correntes, patchs internos, rasgos exagerados. As skinnies podem ser trabalhadas com blocos de cores, zíperes aparentes, delavê, tie dye. As retas surgem com detalhes de assimetrias no cós e listras e a flare que aparece bem menos lá fora, mas no mercado nacional ainda tem muito boa aceitação, surge com barras que ganham aberturas na lateral ou na versão cropped.

A tapered pants com boca afunilada surge com amarrações e costuras contrastantes. A mom muito vista na moda de rua e, que também já invadiu as passarelas internacionais, faz sucesso por aqui em versões mais limpas. As joggers mesclam o esportivo e o social. Cropped wide surge com cinto do próprio tecido e mix de lavagens ou tecidos. Já a boyfriend ganham tons claros, marmorizados e recortes.

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Equipe Guia JeansWear