Pepe Jeans nega alertas sobre sua situação financeira

Rumores e burburinhos fazem parte do universo fashion, mas quando os mesmos envolvem cifras de gigantes direcionais do mercado devem ser acompanhadas com atenção. Um dos exemplos vem sendo vivenciado pelo grupo Pepe Jeans, que é alvo de apontamento nas mídias do setor por supostamente estar enfrentando dificuldades e sofrendo reestruturações. Adquirido em 2015 pelo grupo M1 por 720 milhões de euros, de acordo com veículos como o jornal El Confidencial, a companhia estaria em crise desde 2017.

Segundo o El Confidential, o grupo contratou a empresa de consultoria McKinsey para iniciar um plano de reestruturação e solicitou pela terceira vez ao Rothschild bank a renegociação de um empréstimo de 250 milhões de Euros devido aos bancos BBVA, Santander, CaixaBank, Bankia e Barclays.

Conforme o veículo, a Pepe Jeans perdeu 13.68 milhões de euros durante o seu último ano fiscal, um resultado semelhante ao ano de 2017, quando registrou uma queda de 13.11 milhões. Além das análises financeiras, o El Confidential também relatou que o as vendas do grupo contabilizaram 566 milhões de euros e registraram uma queda de 12.72 bilhões no índice EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2018. Um valor bem diferente do ano anterior, 2017, quando havia registrado 10.49 milhões de Euros positivos para o mesmo índice.

Procurada pela imprensa, a Pepe Jeans afirmou que não concede credibilidade alguma à publicação, definindo-a como sensacionalista. De acordo com a companhia, as últimas contas auditadas mostraram resultados de vendas anuais de 545 milhões de euros e um índice EBITDA de 65 bilhões – valor absolutamente diferente do mencionado pelo jornal.

Ainda segundo a Pepe Jeans, o que está acontecendo atualmente é uma otimização na estrutura de débitos para melhor atendimento das demandas da companhia, com a Rothschild & Co auxiliando nesse processo.

Segundo declarações oficiais da companhia, existe um plano abrangente para melhorar os resultados do grupo cobrindo todas as marcas: Pepe Jeans London, Hackett, Norton Clothing e Façonnable, e seus canais de distribuição das grifes Tommy Hilfiger e Calvin Klein, na Espanha e em Portugal.

Representantes da companhia declaram que estão confiantes nesse processo de reestruturação e que os acionistas estão totalmente cientes e apoiam o mesmo. A Pepe Jeans opera diretamente em 373 lojas e 128 franquias.

Fonte: Vivian David | Foto: Divulgação/Pepe Jeans