Pesquisa sobre a Moda Global aponta baixo score em sustentabilidade

A pesquisa Pulse of the Fahion Industry, realizada neste ano no Copenhagen Fashion Summit, mediu as diferentes pontuações ao longo da Cadeia de Valor da indústria da moda no mundo. As pontuações, apresentadas por Sebastian Boger, diretor do The Boston Consulting Group,  variam por tamanho de empresa, por segmento atendido e por etapa que atende dentro da Cadeia. De forma geral, a pesquisa realizada com 100 executivos mostrou que a moda não vai muito bem na questão ambiental, principalmente.

De um índice que varia de 1 (menos sutentável) a 100 (mais sustentável):

– A pontuação média da indústria da moda: 32

– As marcas mais avançadas alcançaram 62 pontos

– As menos avançadas, 11 pontos.

– Empresas de segmento Premium alcançaram entre 60 a 69 pontos

– Em todo o mundo, as empresas que têm baixa pontuação representam 50% (metade)

– O segmento de Sport Wear é a de maior média de pontuação: 70%

– A etapa de processamento (fiações, tecelagens) alcançam notas acima da média: 38 (algumas chegaram a 80 pontos)

– Designers e acabamento tiveram o menor score: abaixo de 20.

Concluindo a Pesquisa, Boger diz que 80% de todas as empresas de moda pesquisadas têm metas de sustentabilidade. Mas, somente 30% já estão colocando isso nas decisões estratégicas. Também é necessário que os designers das empresas levem em conta o material escolhido para não impactar no final da Cadeia.

Sustentabilidade é oportunidade e não ameaça. Já foi comprovado na prática por quem fez e continua fazendo. O volume devestuário no mundo continuará crescendo.  A demanda passará de 62 milhões de toneladas para 102 milhões de toneladas de vestuário em 2020, faturando cerca de 160 bilhões de euros. “Há uma oportunidade lá fora e a hora de começar é agora. Se empresas não fizerem nada nessa área perderão valor, anualmente” conclui Boger.

O palestrante disse que não é o consumidor que irá mudar o cenário, pois ele segue as tendências, não faz. As empresas terão que fazer de forma coletiva seguindo seis passos:

1.A indústria deve liderar e não deixar o governo fazer.

2. Deve ser criada uma Agenda comum

3. Colaboração pra criar inovação (com startups, por exemplo)

4. Suporte regulatório (aí sim com apoio do Governo)

5.Consolidação dos esforços

6. Consumidor deve ser levado nessa jornada. Não terá papel de liderança, mas deve ser informado.

Sebastian
FONTE: Abit | Foto: Guilherme Taboada