Presidente da Abit se diz otimista quanto ao crescimento do jeanswear

Apesar da queda na produção do denim, Fernando Pimentel, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), se diz otimista em relação ao setor. “Há sim uma queda de produção, principalmente nos últimos 12 meses, mas não vejo o produto em derrocada, vejo crescimento”, afirmou Pimentel.

Segundo ele, um dos principais fatores para o baixo consumo do artigo é que o segmento jeanswear não está na moda. “Outros produtos têm ocupado o mercado, como o esportivo, athleisure… O denim apesar de ser versátil não está na moda, apesar de ser um produto vendável. Como será mais pra frente, não saberemos, a moda é cíclica”, comenta Pimentel.

Segundo Pimentel, atualmente temos grandes players do segmento como Canatiba, Vicunha, Santista que estão crescendo, mas inserido nesse contexto, há a queda do consumo em todos os segmentos. Não há crise na oferta, nas tecelagens, mas sim na capacidade de compra do consumidor. Pimentel diz que a confecção é o elo mais complicado na cadeia produtiva, pois há os grandes varejistas e também o mercado informal.

Outra vertente que vem crescendo, segundo o presidente da Abit é o online, principalmente entre o varejo tradicional. Além disso, há o modelo de serviço dentro do varejo, com roupas de aluguel ou vendas de produtos usados. Pensando em um futuro muito próximo, com o crescimento da economia, pode-se afirmar que o mercado denim vai voltar a crescer.

“O consumidor gosta de denim. Hoje é um produto com muito mais ofertas – pesos, cores, tramas diferentes”, diz Pimentel, que ainda ressaltou que é preciso estar atento às transformações de consumo, aos novos modelos de negócios, tentando sempre fazer algo diferente. “A indústria 4.0 está otimizando a produção. O mercado vem se sofisticando e, quando a economia começar a crescer a informalidade começa a diminuir “.

E acrescenta que a palavra união dentro do mercado de moda é muito citada, mas pouco praticada. As empresas precisam investir em conhecimento, programas de capacitação, gestão, entre outros. É preciso atuar com informação e em rede. “Estamos sempre de portas abertas para unir e estarmos unidos”, afirma Pimentel.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Reprodução