Rodrigo Machado exalta uso de novos projetores da Epson no varejo de moda

Passar por uma loja e enxergar na vitrine uma projeção de um cliente apreciando uma peça de coleção. Num piscar de olhos, surpreender-se com a transição da mesma vidraça para o formato transparência, revelando o interior do ponto de venda. Ou ainda, representar sobre um mesmo modelo de jeans exposto todas as variações no design de lavanderia, sem necessidade de trocas no expositor. Estas são algumas conveniências possíveis de se criar através da soma da tecnologia Digital Signage da Epson, com as infinitas tecnologias terceiras que existem no mercado.

Durante a apresentação da nova linha de produtos Laser Signage Solutions, na última semana, Rodrigo Machado, gerente de negócios da Epson para o segmento de projetores profissionais, detalhou como as vitrines digitais são disruptivas para o setor de moda. Em entrevista exclusiva ao Guia JeansWear, o executivo exaltou o quanto a tecnologia pode contribuir para que o visual merchandising se alinhe às tendências comportamentais que estão transformando os pontos de venda em locais de experiência, interação e conexão com o consumidor.

Confira a entrevista completa abaixo:

Guia JeansWear: Quais as vantagens da tecnologia Digital Signage?

Rodrigo Machado: Quando se fala em tecnologia Digital Signage, rapidamente associamos a televisores ou painéis de LED. Porém nenhuma dessas soluções permite abrir a transparência de uma vitrine para dentro. E é isso que essa tecnologia promove, pois eu tenho uma película especial que permite que eu possa alternar entre comunicar e interromper a comunicação e mostrar o interior da loja. Da mesma forma, se eu tiver superfícies irregulares ainda assim, eu posso usar a tecnologia. Então a vantagem é você criar experiências diferenciadas em qualquer superfície, mesmo ela não sendo plana: no chão, na parede, no teto. Com a Digital Signage, em qualquer superfície, você comunica.

GJ: De que forma a Epson pode auxiliar na conexão entre varejo online e loja física?

RM: É nesse sentido a tecnologia de projeção Digital Signage está sendo proposta. O fechamento do cliente no ponto de venda está sendo cada vez mais buscado pelo varejo e é nesse momento que se pode criar uma experiência diferenciada para garantir que na jornada da compra do cliente ele se conecte com a marca. Assim, podemos induzir o cliente a logo na saída da loja, definir-se pela concretização da compra através do celular. Também podemos ter mais ferramentas para equalizar o valor da compra nos pontos físicos e na web. O importante é conseguir na loja, fazer com que o cliente entenda o que ele gostou e o que ele quer através de uma experiência diferente.

GJ: E falando de moda, como o consumidor pode interagir com essa tecnologia? Comprar, experimentar, ou se ver representado no modelo?

RM: Na verdade tudo isso é possível. Um exemplo é a projeção mapping feita diretamente sobre um manequim. Ou por exemplo, as tecnologias Epson que permitem a impressão diretamente sobre a camiseta. Já existem quatro lojas da Hering em São Paulo que tem esse tipo de conveniência: você prepara a sua arte, imprime na hora, e vai embora. Promovemos muitos eventos fazendo isso: o cliente vê o que está acontecendo na malha com a projeção, decide que quer o serviço, entra na loja e faz a customização na hora. Então, o “experimentar” talvez seja algo desta natureza, ou comunicar o manequim com os vestidos diferentes e as tendências de moda.

GJ: É possível inserir a imagem do cliente, por exemplo, em um vestido que está sendo mostrado na projeção?

RM: Sim, é totalmente possível, você só precisaria do material adequado para fazer essa projeção. Junto com o software, você trocaria a roupa dentro da aplicação, trocaria o rosto por exemplo, e colocaria você ao vivo lá. Ou até projetar o cliente dentro do provador, ou em qualquer lugar da loja. Existem tecnologias terceiras que agregadas ao projetor podem transformar ou criar qualquer tipo de experiência na projeção e na loja. Desde games até aplicativos de moda.

A Epson tem um case, no Japão, em Tóquio em um museu chamado Mori: ele é totalmente imersivo e nele constam 450 projetores interativos Epson. O visitante entra, e por onde ele anda as folhas do chão se movem, ele tem sensores de calor então se a pessoa está com sorvete ele resfria o ambiente, se tem um chá ele representa o vapor. É um case de sucesso, as experiências imersivas por projeção estão virando tendência.

GJ: Que cuidados ou preparos a tecnologia exige para funcionar?

RM: Os cuidados são a luminosidade, pois obviamente o projetor não vai brigar com a luz solar ou com a luz ambiente e demanda um certo cuidado com isso. E quando você tem uma luminosidade em um ambiente em que concorre você costuma subir a potência do projetor.

GJ: Por quanto tempo o projetor pode ficar ligado?

RM: Ele pode ficar ligado 24 horas por dia, pois não dissipa calor. Se você considerar hoje que os ambientes de varejo ficam ligados 6 dias por semana e 12 horas por dia, então você calcula que são 72 horas de uso semanais, Se você dividir as 20.000 horas de durabilidade pelas 72 horas, então eu estou falando de 277 semanas ligado. São cinco anos ligado sem você precisar se preocupar com a tecnologia. Depois desse tempo você troca, porque a própria tecnologia já se renovou.

GJ: Fale um pouco mais dos recursos que estão sendo mostrados aqui, como o Edge Blending, o modo Foco de Luz, Light Sing e o recurso da Conectividade Versátil.

RM: O Edge Blending é a junção de uma imagem com mais de um projetor. Então quando você precisa fazer um ambiente de telas muito grandes, é possível juntar 30, 40 projetores e criar um espaço imenso. Para dar um exemplo, nós vamos entregar agora a revitalização do museu da língua Portuguesa em São Paulo, e em uma ala terá um paredão de 36 projetores Epson lado a lado fazendo Edge Blending.

Playback Automático está mais ligado a solução que é o Light Sing é um projetor que concilia também no seu formato o modo spot de luz e projeção, pois além da projeção laser ele tem uma certa potência de brilho. O que promovemos com esses tipo de produto é a sinalização no chão substituindo as aplicações tradicionais de 2D, as quais demandam troca constante. Já com o recurso Playback o projetor só precisa do cartão de memória para rodar um determinado conteúdo, dispensando o uso conjugado com o computador, o que permite que eu possa passar a cada hora do dia uma programação diferente.

Foco de Luz é um projetor que também pode ser um spot de luz, e dentro do seu próprio menu pode ser configurado com máscaras em formatos pré-definidos, permitindo a alternância de projetar redondo, quadrado, etc. Conectividade Versátil é porque ele é um projetor wireless, você pode mandar conteúdo para ele pela rede, ou você tem HDMI, você pode mandar direto do seu computador para carregar diretamente nele as playlists, até porque ele está posicionado no alto, então essa é a melhor forma de enviar conteúdo. Tem entrada de som, a parte do foco de luz, o SD Card que você pode levar o conteúdo. Isso nesse produto, pois em toda variedade de projetores temos tecnologias diferenciadas, como por exemplo, o jogos ópticos de lentes, capazes de abrir um pequeno ponto em uma imensa projeção.

GJ: Como esses produtos promovem a Integração do e-commerce com a loja física?

RM: Penso que está relacionado ao movimento do online para a loja física, e à potencialização da experiência do consumidor, transformando o PDV –  ponto de venda em PDE – ponto de experiência. O projetor em si, não necessariamente vai promover isso. Mas nada impede a criação de soluções, como por exemplo, a combinação do projetor com um sensor de interatividade, onde se possa fazer uma grande tela no ponto de venda, em que o cliente possa escolher um produto, operando o computador diretamente da projeção. Então ele pode clicar, navegar, colocar o cartão dele, e receber a entrega na sua casa. Tudo isso é possível, com a conjugação dos recursos certos.

GJ: E existem conversas com alguma marca ou rede de varejo?

RM: Existem projetos em andamento, mas ainda não podemos divulgar. Existem também muitos clientes aqui no evento, que já rodaram e estão se posicionando por este caminho. E foi esse o objetivo do evento, pois o que temos aqui são produtos muito disruptivos.

Agradecimentos à Vanessa de Castro, jornalista de moda, Isadora de Mota, executiva de atendimento do CDI, e Rodrigo Machado, gerente de negócios da Epson para o segmento de projetores profissionais.

Fonte: Vivian David | Fotos: Divulgação