Ronaldo Silvestre apresenta exposição denim sustentável

O Denim Meeting SP 2019 já começa com folego total. Empresas, estilistas e especialistas do mercado apresentam uma indústria cada vez mais inovadora e humanizada. Confira agora  entrevista com o estilista mineiro Ronaldo Silvestre.
Nascido e criado no município de Itabira, no interior de Minas Gerais, Silvestre confeccionou peças dentro do Instituto IT, que no momento qualifica 180 mulheres a aprender o ofício para atender as demandas de outras marcas e empresas.
GJ: De onde surge a exposição Denim Sustentável?
RS: A exposição vem como reflexo da parceria com duas tecelagens, a Capricórnio Têxtil e a Santanense, que trabalham o denim como matéria prima, tanto o natural quanto o colored, e a gente quis trabalhar com o conceito.
GJ: Qual o diferencial dos itens em relação ao que vemos no mercado?
RS: A atemporalidade das peças. Isso faz com que o denim deixe de ser um artigo simples para ganhar um viés onde pode virar um bordado dentro do processo de construção das peças. Peça nenhuma vai ser igual a outra. E o ponto interessante é que isso serve de inspiração para peças comerciais mais fortes. No sentido de referência dos detalhes dentro daquele tipo de tecido.
GJ: E em relação as causas socio-ambientais, como a empresa se posiciona?
RS: Hoje temos um trabalho bem fortalecido nisso. E tudo é baseado dentro das 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.A gente trabalha pela erradicação da pobreza, o uso dos recursos naturais de maneira correta, e principalmente o empoderamento de meninas e mulheres dentro da cadeia têxtil.
GJ: O que te inspirou a abraçar essa causa?
RS: Eu vim de uma realidade muito simples, minha mãe é costureira e cresci vendo ela pegar calça jeans e recortar para fazer roupas pra gente. Então, quando eu decidi trabalhar com moda sempre veio aquela essência, aquele lado afetivo. Que pra mim é muito interessante. Em 2009 a gente fundou o Instituto IT com o seguinte princípio: Se a minha mãe conseguiu me educar e não permitiu que entrasse numa linha de criminalidade, então porque eu não posso usar a experiência dela para contribuir na melhora da qualidade de vida de outras mulheres e de outras famílias? Porque uma mãe, a partir do momento em que ela aprende um ofício e trabalha com isso, ela consegue ajudar no sustento de casa e principalmente financiar os estudos.
Fonte: Beatriz Fleira | Fotos: Equipe Guia JeansWear