Setor têxtil e de vestuário deve crescer no Brasil nos próximos anos

O mercado moda gerou um consumo de R$ 220,6 bilhões em 2018, o que representa R$ 1.061 per capita ano. E a tendência é que esses números subam mais ainda. Depois de ficar atrás apenas da indústria alimentícia no último ano, que vendeu R$ 560,8 bilhões, o setor têxtil e de vestuários deve crescer cerca de 13,6% (2,6% ao ano) até 2023. A estimativa é que se alcance 7 bilhões de peças vendidas.

A informação foi fornecida por Marcelo Prado, diretor titular adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Fiesp, durante reunião plenária do Comitê, na última terça-feira.

Tendo como principal grupo consumidor a classe B/C1 (que recebe de 4 a 20 salários mínimos), a moda encontrou um cenário de crescimento em meio a uma crise vivida no país nos últimos anos. “O consumo de roupa é universal e não está ameaçado”, apontou Marcelo Prado, que é especialista em mercado e dirigente do IEMI, Instituto de Estudos e Marketing Industrial.

“Há no Brasil 146 mil pontos de venda. A compra no setor de vestuário só perde para alimentos, que gerou R$ 560,8 bilhões em vendas. O terceiro lugar vem com o comércio de material de construção, que movimentou R$ 209,9 bilhões, no mesmo período”, explicou.

Os dados apresentados por Prado foram exaltados pelo diretor titular da Comtextil, Elias Miguel Haddad. O dirigente ainda reforçou a importância do empresário do setor têxtil e de vestuário focar em solução e não em problemas quando o assunto é crescimento.

“As empresas precisam ressignificar seus antigos conceitos, procurar os caminhos para crescer na crise e não entrar na zona de conforto. Focar na oportunidade e não olhar para trás. Procurar inovação, tecnologia além de um ótimo produto. É primordial gerar valor à marca”, afirmou.

Marcelo Prado

Fonte: Redação | Foto: Reprodução e Everton Amaro/Fiesp