Tendências globais que irão influenciar o mundo da moda ainda em 2019

Passa ano, vem ano as tecnologias mudam e o olhar do consumidor também. Acontece que em meio a tantas inovações percebemos oportunidades de negócios, uma sagacidade essencial para quem deseja driblar a crise e edificar uma empresa mais sólida e bem vista. Está na hora de despertar para novos métodos de negociações e deixar estratégias falidas de lado.

Segundo apontamentos do relatório “The State of Fashion”, 2019 é o ano em que devemos anotar muito bem os erros de 2018 e enxergar oportunidades, independente do tamanho do segmento. As empresas devem assumir uma posição ativa, pois os investidores estão de olho em suas ações (em ambos os sentidos). Produtividade e resiliência é um bom começo para quem deseja trocar de postura, mas sozinhos não garantem crescimento financeiro.

A moda em si é um ecossistema, e é necessário explorar o setor por fragmentos para encontrar onde as coisas começam a dar errado. O The State os Fashion, junto ao Business of Fashion (BoF), exploram rigorosa e aprofundadamente  cada tema, para então avaliar minuciosamente o desempenho das companhias. Como conclusão apontou tendências que precisam ser observadas em 2019, a partir de conversas com 275 executivos do mundo fashion. Confira!

Como os índices econômicos e as forças políticas desestabilizadoras, o mercado se encontra mais cauteloso. A tendência de desaceleração até 2020 faz com que as empresas se tornem mais prudentes, investindo em oportunidades como o uso da inteligência artificial. A pesquisa indicou que 75% das empresas da moda planejam agregar esses investimentos ainda em 2019, já que a tecnologia é extremamente útil para o varejo.

A Índia tem se fortalecido na indústria da moda, com altos crescimentos de consumidores de classe média, e com um setor de manufatura fortalecido. O desafio para as empresas dos outros países é redobrar os esforços para não perder boa parte de seus consumidores.

As empresas que ainda não se renderam ao poder da internet, e do comércio 2.9, correm o risco de serem extintas, além de estarem perdendo oportunidades de negócios. Todas as precisam se preparar para as mudanças, em quesitos globais. O varejo de vestuário precisa de uma reestruturação, oportunidades e os países do hemisfério Sul buscar pelo crescimento para renegociar seus acordos comerciais. O relatório apresenta que 62% dos entrevistados crêem que as mudanças na política comercial irão representar riscos potenciais para o crescimento econômico global.

O upcycling precisa ser observado mais de perto, brechós, aluguéis e reparos ganharam uma grande visibilidade durante a crise e permanecerão com peso no mercado. É necessário que as marcas se esforcem para adentrar esses segmentos e ter acesso aos novos consumidores que preferem esse estilo de compras.

A moda, além de ecológica é uma ferramenta política de expressão, e o feminismo tem tomado um espaço cada vez maior no segmento de vestuário. A busca por representação e defesa por causas sociais, incluindo aqui o meio ambiente, atinge uma massa e atrai o olhar das marcas para as paixões da nova geração. Os consumidores recompensam as marcas que adotam posição frente aos problemas.

O mobile é uma ótima vara de pesca para as empresas que desejam atrair um consumidor que já está disposto a gastar seu dinheiro, sem ter que preencher tantas informações. Para isso as marcas devem se atentar em oferecer prazos curtos de entrega.

O consumidor está mais informado, e com isso sabe desconfiar do que vem muito fácil. As empresas que desejam reconquistar a confiança de seus clientes precisam se esforçar para oferecer o máximo de transparência a respeito do custo-benefício, integridade criativa e proteção de dados.

Os modelos de negociação mais tradicionais estão passando por um momento de ruptura. A nova geração de consumidores tem apetite por novidades e buscam por empresas que sigam por caminhos diferenciados.

Na corrida para serem a plataforma favorita de escolha dos clientes os players de e-commerce inovam a procura de serviços rentáveis. Quando as empresas se diversificam o ecossistema é favorecido e sua liderança confia apenas nas margens do varejo.

O uso da inteligência artificial permitiu que surgisse uma nova geração de start-ups, para agilizar produções sob encomenda.
“As empresas de massa começarão a experimentar esse modelo de responder mais rapidamente às tendências e às demandas dos consumidores, conseguindo a produção just-in-time e reduzindo o excesso de estoque”, segundo conclusões pontuadas pelo Fashion Network.

Fonte: Beatriz Fleira | Fotos: Inexmoda