Trama Afetiva destaca economia circular na criação colaborativa

O desafio de reunir profissionais e estudantes com diferentes olhares para somar experiências e colaborar para criação de novos rumos para a moda. É com esse propósito, que o projeto Trama Afetiva chega a sua terceira edição, com o tema “Um novo passo rumo à Economia Circular”, propondo novamente uma verdadeira imersão sensorial e criativa para dez participantes previamente selecionados com interesse em novos processos colaborativos e sustentáveis de upcycling nas áreas de moda e design.

“Neste ano, o desafio será trabalhar criativamente e colaborativamente com uma nova matéria-prima, um feltro feito a partir de desfibração de peças com defeitos que retornam de trocas de lojas da Cia. Hering, que entram num novo processo de tecelagem industrial com a tecnologia da indústria paulista Feltros Santa Fé”, revela Jackson Araujo que divide a direção criativa e de conteúdo do projeto com Luca Predabon.

É com esse material que os participantes terão que desenvolver novos produtos aliando qualidade, design e sustentabilidade. A técnica do upcycling – que se carateriza por transformar um material a ser descartado em um item com maior valor agregado e nova destinação de uso -, é uma das bases da Economia Circular que, em contraponto aos processos produtivos lineares, defende a utilização de resíduos como insumos para a produção de novos produtos.

“Esse novo feltro é reciclado e reciclável por até duas vezes antes de virar material para a construção de jardins verticais”, diz Luciano Amado, diretor comercial da Feltros Santa Fé, responsável e idealizador do processo de feltragem apoiado em cinco pilares batizados de 5R: “Reduzir, recuperar, reutilizar, reaproveitar e realocar”.

“Mediante esse cenário, o Trama Afetiva traz uma nova proposta que busca uma evolução na metodologia de construção e disseminação de processos criativos que potencializem a cultura empreendedora, o design como ativismo, a gastronomia sem desperdício, a economia circular e, por consequência, a logística reversa”, resume Jackson Araujo. “São temas que se encontram em perfeita sintonia com o entendimento da matriz 4D da sustentabilidade que privilegia o socialmente justo, o ecologicamente correto, o economicamente viável e o culturalmente aceito”, acrescenta.

Segundo Jackson, a ideia é promover a atualização das forças criativas, produtivas e de saberes manuais, de forma a apontar novos caminhos para a cultura de moda e design baseados nos processos inovadores de ressignificação que conferem um novo ciclo útil para os resíduos da indústria têxtil.

Atividades abertas

Entre os dias 20 a 23 de agosto, os 10 selecionados participam de uma série de atividades – com tutoria criativa dos designers Patrícia Centurion, Itiana Pasetti, Eduardo Borém e Jorge Feitosa -, que inclui oficinas, exposição, masterclass, painéis e workshop, culminando, no último dia, com uma mostra dos itens produzidos durante a realização do projeto.

Outra atividade gratuita e que prevê inscrição prévia de interessados nos temas relacionados à co-criação em Design Gráfico é a Oficina Retraços. Serão 30 vagas distribuídas em três workshops, que abordarão o design de superfície e estamparia digital.

Durante os 4 dias de atividades no Centro Cultural São Paulo, o público em geral também poderá participar de aulas magnas, painéis de debate, performances e exposições de arte, cinema, apresentações musicais e oficinas, assim como ter acesso ao conteúdo gerado durante o decorrer do projeto através de transmissões por streaming pelas redes sociais.

O resumo de todo o trabalho, reunindo o conteúdo e metodologias desse novo paradigma de produção e consumo, será alvo de uma publicação a ser distribuída, gratuitamente, para escolas públicas e entidades privadas sem fins lucrativos voltadas para a educação e arte, assim como disponibilizada para download gratuito na internet.

“O Trama Afetiva pretende atuar, significativamente, na valorização da afetividade no sentido de empoderar pessoas a ocuparem novos papéis na sociedade por meio da educação informal e do compartilhamento de conhecimento e aprendizados práticos, inspirando mudanças que possam potencializar a Economia Circular como uma importante linha de pensamento e ação na transformação dos modos de produzir e, por consequência, de consumir”, finaliza Araujo.

Para mais informações e inscrições no projeto, basta clicar aqui.

Fonte: Redação | Fotos: Divulgação