Treze anos de sucesso, irreverência e responsabilidade social na marca Reserva

“Éramos dois amigos, uma bermuda de praia e muita vontade. Hoje somos 2 mil amigos, 93 lojas, mais de 25 milhões de pratos doados para quem precisa e muita vontade”, afirmou Rony Meisler na conta do Instagram, de sua marca de moda masculina, Reserva. Essa história de sucesso completa 13 anos e vem repleta de propósito, criatividade, empreendedorismo e responsabilidade social.

Atualmente o grupo Reserva reúne três marcas: a Reserva, de moda masculina, a feminina Eva e a infantil Reserva Mini, está presente em mais 1400 lojas multimarcas (além das lojas próprias) e, faturou em torno de R$ 350 milhões, em 2017.

Tudo começou com os amigos Rony Meisler e Fernando Sigal que perceberam que todos usavam a mesma bermuda sem graça na academia. Daí surgiu a ideia de oferecer produtos descolados para o público masculino. A primeira “sede” da empresa foi na casa dos pais, onde funcionava o escritório, estoque e centro de distribuição. Hoje a companhia mantém sua sede no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

“Não tínhamos a menor ideia de onde poderíamos chegar”, diz Rony, de 36 anos, presidente do grupo. “Nada explicava, naquele momento, apostarmos nessa ideia. Não tínhamos nenhuma relação com moda. O que tínhamos era um tesão louco em fazer aquilo.” Rony largou o emprego na área de recursos naturais na consultoria Accenture, onde trabalhava em projetos ligados à Petrobras, e o amigo Fernando deixou os negócios da família para vender camisetas que custam até R$ 300. Muitos viam a ideia como loucura, mas o fato é que a loucura deu certo.

E a falta de experiência foi um ponto a favor na criação de peças despojadas com mensagens irreverentes, linguagem informal e estilo próprio.

“A princípio, o fato de não entendermos nada de moda representava todas as dificuldades possíveis. Não sabíamos nem por onde começar”, analisa Rony. “Mas, olhando para trás, foi uma vantagem. Porque não estávamos apegados a nenhuma fórmula.”

O crescimento da marca trouxe também mais investimentos. Além de Rony Meisler e Fernando Sigal, diretor de produto, a Reserva ganhou outros dois sócios operacionais. Jayme Nigri é diretor financeiro e José Alberto Silva é diretor de TI e logística. A Joá Investimentos, do apresentador Luciano Huck, possui 10% das ações. E em 2015 o fundo de investimentos carioca Dynamo entrou no grupo.

Sempre antenada, a marca busca se aproximar do consumidor com temas e ícones atuais. Lobão foi garoto-propaganda em 2011 na coleção Decadence avec Elegance, inspirada na decadência das relações humanas. Em 2013, a marca colocou na passarela idosos, crianças, homens e mulheres não modelos com o mote A Família é o Novo Cool. Já em outubro de 2018, chegou às lojas uma linha de camisetas inspiradas nos memes da cantora Gretchen que circularam na internet.

Muito além das roupas, a empresa também segue seu propósito de responsabilidade social como o projeto que doa cinco pratos de comida para cada peça comercializada. De maio de 2016 até hoje, já foram doados 25 milhões de refeições para hospitais, orfanatos e creches, por meio da ONG Banco de Alimentos. “Somos empreendedores idealistas. Ao invés de ficarmos reclamando da crise, entramos na cultura da transformação. Nós assumimos nossa responsabilidade social”, defende Rony, que lançou recentemente o livro Rebeldes Têm Asas, contando a trajetória da marca.

No futuro, o Grupo Reserva aposta no apoio a jovens empreendedores apaixonados e com boas ideias, que precisem de ajuda estratégica e financeira para crescer. Já a marca Reserva deve entrar gradualmente em um mercado maior. “Hoje estamos posicionados como uma marca premium, no topo da pirâmide. Queremos oferecer uma linha de produtos de entrada, um luxo mais acessível. Vamos fazer isso gradualmente, com muita calma”, projeta Rony.

“O motivo da gente acordar todo dia é claro, o propósito da marca existir é muito claro: cuidar, emocionar e surpreender as pessoas todos os dias. É isso que a gente gosta de fazer”,declara Rony.

E seguindo seu objetivo, Rony, afirma: “Jamais vou deixar o corporativismo dominar a marca, um mal que acontece quando uma empresa começa a crescer”. “O dia em que eu me considerar um cara da moda, a Reserva vai começar a morrer. Não quero seguir as regras, quero subvertê-las. Essa é a nossa rebeldia. Não somos uma empresa de moda e trabalho todos os dias para que nunca sejamos”.  Talvez esse seja o segredo do sucesso.

Fonte: Redação | Fotos: Reserva