Os quatro estilos de combos denim que marcaram as passarelas

Um dos maiores valores agregados que se pode vender atualmente, no mercado, é o tempo. Talvez por isso, os looks monocromáticos sejam uma tendência tão comercial. E se essas produções já são dotadas de plenos argumentos para o consumidor, pela forma descomplicada com que podem ser vestidas; elevam-se neste mesmo propósito quando apresentados em sua versão mais durável. É aí que entra o denim, com suas qualidades de desempenho, tecnologia, conforto e durabilidade atuais. Os desfiles de Verão 2020 consagraram esse pensamento, pelas incontáveis entradas de modelos vestindo denim da cabeça aos pés – nos mais diversos formatos e tons de lavagens.

Então vamos lá: onde constam as oportunidades de conquista para o look do consumidor. De acordo com o ready-to-wear, são variadas as opções. Iniciando pelos duetos voltados para o consumidor streetwear com pegada esportiva, que se desdobraram em composições manchadas, quebradas em tonalidades e em tom de índigo lisos. Neste último, onde o azul foi mais intenso, o tecido foi mais leve e a provável composição influenciada pelo tencel. Nestes, voltados para um setor mais maduro, tivemos opções de clochards associadas à tops; camisas soltas e calças baggy combinadas à listras navy. Para o menswear, importante pensar nas combinações de bermudas e jaquetas aviador, ancoradas em um mesmo tom mas podendo diferir em texturas: ideia de Emporio Armani. Também o chambray molinho associado ao agasalho esportivo de capuz. Uma integração entre a linguagem denim e neoprene, que pode tranquilamente trocar os papéis, ficando o visual do agasalho esportivo confiado ao denim e vice-versa.

Mas o denim homogêneo não foi abordado apenas em looks sporty. Tivemos também muitas combinações estruturadas e retorcidas, marcadas por pespontos em visual black – vide Proenza Shouler. Este um look mais conceitual, que em menor grau empresta muita criatividade para o público urbano. Pense em golas altas, fechos aparentes, pespontos marcados e construções sutilmente em declínio pontuando formas ajustadas: essa é a lógica. Conjuntos de jaqueta cropped e saia lápis, e mesmo tops e saias amplas insinuando vestido apresentados por Proenza Shouler ilustram a proposta.

Para esse mesmo perfil, temos também a variação em cartela pastel. Esta vem mais essencial e familiar, atualizada por cinturas elevadas, cortes retos e ombros circulares. Como exemplo, temos os combos grafite esbranquiçados na superfície e marcados nas costuras. E aí entram as formações de saia tubular com cintura alta e jaqueta oversized de Marco de Vicenzo. Ou ainda as calças baggy delavé sequinhas com outerwear essencial de House of Holland.

Curiosamente, os combos com proposta de luxo vieram em lavagens mais trabalhadas com marcações ácidas sutis e aspecto de jato de areia – Vide Sacai. Então temos mais vestidos, golas de madame, e formações de saias evasé e t-shirts partidas em tonalidades para o target mais maduro. E para o setor mais jovem destaque para a ousadia das composições triple denim com camadas de bottons.

Estilo festa, urbano, essencial e sporty: todos tiveram suas formações. Fica a dica para o setor apresentar nos manequins de forma criativa suas peças separáveis, dobrando ou triplicando a chance do impulso de compra do consumidor.

Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução

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