Convênio firmado entre Instituto Focus Têxtil e União Europeia impulsiona economia circular da moda

Após concorrer com mais de 150 instituições da América Latina e Caribe, o Instituto Focus Têxtil, braço social da Focus Têxtil, uma das maiores importadoras de artigos têxteis da América Latina, anuncia um convênio firmado com a União Europeia por meio do programa AL-INVEST Verde, que impulsiona a economia circular da moda por meio do reaproveitamento de resíduos têxteis e peças descartadas.

O projeto Moda Regenerativa e Circular terá duração de dois anos, sendo cinco turmas até o final de 2024, e pretende reutilizar cerca de uma tonelada de resíduos têxteis e peças descartadas por meio da capacitação internacional de designers, professores e estudantes.

Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), apenas o Brasil é responsável por descartar, anualmente, mais de quatro milhões de toneladas de resíduos têxteis. “A maioria das peças acaba em lixões e aterros sanitários, além de não ser biodegradável. Parte poderia ser reaproveitada e ganhar novos rumos e é exatamente isso que estamos propondo”, explica Paulo Cristelli, Gerente do Instituto Focus Têxtil.

Por meio de aulas teóricas e práticas, além de oficinas gratuitas, os 22 alunos da primeira turma aprenderão sobre um design inteligente que cause menos desperdícios, bem como práticas sustentáveis. O objetivo é que, ao final do curso, eles estejam habilitados a multiplicarem as técnicas aos grupos seguintes e possam criar coleções com os resíduos para algumas das maiores varejistas do país em parceria com o Instituto.

Embora a produção de artigos têxteis gere sobras desde o início, o programa se concentrará no pós-consumo, ou seja, na reutilização de uma peça já existente que seria descartada. “Vamos contar com uma consultoria de Portugal focada no design verde que apresentará novas perspectivas sobre o tema. Esperamos que, a partir dos resíduos previamente coletados, os alunos criem coleções que voltarão a circular entre o público”, complementa Walter Rodrigues, estilista e um dos mentores do projeto.

O Instituto também leva em consideração os impactos do projeto no meio ambiente “Segundo estudo realizado pelo site de revenda americano ThredUp, cada peça que reaproveitamos implica em reduzir a pegada de carbono em uma média de 25%. As mudanças climáticas estão cada vez mais evidentes, portanto, especialmente enquanto indústria, precisamos conscientizar e agir proativamente para mitigar os seus efeitos!”, conclui Paulo.

Fonte: Redação | Foto: Divulgação