Design Digital é o futuro para uma moda sustentável, econômica e tecnológica

Que tal investir em processos mais sustentáveis, rápidos e eficientes dentro do mercado de moda? Essas são as principais características do Design Digital, uma tecnologia que cria tecidos digitais exatamente como um artigo físico, utilizados em softwares de design de vestuário 3D, como CLO e Browzwear 3D.

Esse processo substitui algumas ou todas as amostras de roupas físicas, reduzindo o desperdício e diminuindo as etapas de criação das peças. Por exemplo, se o calendário de moda leva um ano do conceito ao ponto de venda, com essa tecnologia chega a seis meses.

“Considere que pode levar 45 dias para produzir uma amostra física. Quaisquer alterações significativas na amostra original exigem amostras revisadas, adicionando ainda mais tempo. Em comparação, uma amostra digital pode ser feita em 14 dias”, afirma Katherine Absher, gerente de marketing de moda e design digital da Cotton Incorporated, empresa especializada em Design Digital e que mantém um showroom virtual CottonWorks™ e a biblioteca FABRICAST.

Quem acessa o showroom virtual logo é transportado para um campo de algodão ensolarado e depois ampliado para um espaço iluminado e arejado com foco nos tecidos de algodão natural. São quatro tipos de materiais com curadoria exclusiva: “natural”, “jeans”, “activewear” e “sportswear”.

“Cada espaço apresenta uma variedade de tecidos e roupas destinadas a despertar a imaginação dos designers e, promove tanto produtos específicos, como calças jeans, quanto categorias inteiras, como activewear de performance. Mas o showroom vai além da mera introdução desses tecidos; ele permite que os usuários visualizem peças em 3D diretamente nas telas de seus computadores”, explica Katherine. Ainda é possível acessar o QR Code e ver a peça no showroom da loja. A biblioteca CottonWorks FABRICAS oferece uma coleção digital de tecidos em algodão.

“Os designers independentes estão vendo o valor do design digital, tanto como uma ferramenta eficaz, mas também pelas amplas oportunidades que isso abre para diversos fluxos de receita”, diz Clare Tattersall, diretora da Digital Fashion Week e fundadora da The Drip, uma boutique de moda digital de alta costura.

“Você tem marcas como a Tommy Hilfiger que fizeram uma transição muito rápida para serem completamente digitais. Eles estabeleceram metas e as alcançaram em um cronograma muito apertado, o que foi bastante impressionante para uma grande marca. Designers independentes são mais ágeis e capazes de adotar novas tecnologias mais rapidamente, o fator mais proibitivo para independentes é provavelmente o custo”.

Uma outra vantagem em relação ao Design Digital é a solução de problemas de escolha e ajuste do tecido e suas compatibilidades.

“As equipes de tecnologia podem combinar o que é desenvolvido em 3D para que haja uma consistência entre o que os clientes veem online e o que recebem na vida real. Quando os clientes sentem que o que recebem na vida real é o que foi representado online, a satisfação aumenta enquanto os retornos diminuem”, comenta Katherine.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Divulgação