11 tendências em evidência para o denim no Inverno 2021

Aquela roupa tão amada, que inspira cuidados e carinho do consumidor pela vida inteira. As temporadas de desfiles ready-to-wear se encerraram enaltecendo-a como consenso em Londres, Milão e Paris. Nova Iorque, como sempre mais atrelada ao look urbano, jogou suas apostas dentro da zona de conforto da funcionalidade.

O motivo desta busca reflete a mais recente ampliação do sentido da palavra sustentabilidade para o catwallk. Matérias primas, inovação, novas técnicas são a consistência do discurso eco-friendly. Mas o público de modo geral quer ler esta mensagem diretamente no estilo da roupa. E o passado, é o melhor escape. É ele que freia a busca hipnótica por novidades no ciclo desenfreado da moda, apologiza a reflexão, o reaproveitamento e a memória afetiva.

As roupas de antigamente, aquelas que carregavam na sua história um outro ritmo de desenvolvimento, um outro afeto, e uma nobreza maior nos materiais – foram precisamente estas as mais lembradas nas passarelas do Inverno 2020 internacional (nosso 2021).

O denim dialogou com essa visão de mercado de uma forma única. Se em Nova Iorque foi abundante e funcional, nos demais centros de moda foi menos numeroso na posição de protagonista principal do mix. Couro, vinil, plissados e até veludo abocanharam um importante espaço nas produções. No entanto, as aparições mais esporádicas do jeanswear foram compensadas por um impacto maior do material no look.

O jeans do Inverno 2021 não será nada repetível. Confira abaixo uma lista das onze tendências mais direcionais identificadas nos desfiles que elegeram o denim como carro-chefe principal do mix:

  1. 1. Anos 80 em volumes

Mangas presunto redefiniram o desenho de jaquetas, blazers, e mesmo capas e vestidos; atribuindo um novo contorno ao outerwear. No mix de calças, a modelagem baggy com cós princesa ou tradicional foi bastante associada à indumentária ligada ao poder. Especialmente quando coordenada à casacos de alfaiataria na mesma lavagem com ombros destacados. Red Valentino, Marques Almeida e Max Mara são alguns exemplos.

2. Ênfase em modelagens rígidas

O Denim rígido é retomado com ênfase nas coleções. Movido pela visão de que a roupa deve ser um investimento para a vida toda, o material ressurge como uma escolha mais adequados para construir volumes e comunicar longevidade no look. Ele vai resgatar silhuetas amplas e estruturadas, e desviar o formato da calça de uma versão essencial e neutra para outra mais relacionada à estima e ocasiões especiais, como reta, baggy e clochard. Para entender essa direção, basta recorrer a desfiles como de Gucci, GCDS e Alberta Ferreti.

3. Superfície nobre

Para competir com o veludo, e com tecidos nobres dotados de apelos e artifícios como brilho ou brocado; o Denim vai mudar sua superfície. Sobreposições de camadas decorativas como o pesponto diamante e as estampas de laser vão se encarregar de provocar essa nova leitura ao material. Essa lógica, aparecerá principalmente nas coleções mais românticas, com temas nostálgicos, e foi mencionada por nomes como Philosophy di Lorenzo.

4. Estampas históricas

Os motivos mais fortes e direcionais para padronagens e estampas no denim terão alguma ligação com sentido histórico. O laser em tons de índigo corresponde à técnica mais forte, registrada nos desenhos impressionistas das mini paisagens de MSGM, e nas narrativas renascentistas de Moschino. Já Versace explorou o Barroco em tons vibrantes ligados o streetwear.

5. Vestidos para a vida toda

Os vestidos e combos de saia e jaqueta denim vão passar bem longe da fisionomia essencial. Babados, assimetrias, e bainhas com pontas serão enfatizadas. O objetivo, é ofertar à consumidora um vestido que seja extremamente apreciado, e que inspire a conservação por toda a vida, ocupando a posição de peça especial do guarda-roupa. Vide os modelos de Marques Almeida.

6. Babados fortes

Os babados serão uma construção forte no look: literalmente. Pouco terão a dizer sobre fragilidade, em compensação terão uma forte associação com a indumentária relacionada ao poder – como bem ilustrado por Max Mara. Além das saias estabelecendo a feminilidade, casacos de alfaiataria poderão ter ombros ou mangas recobertos por camadas de babados para criação de volume.

7. Total grey

Além do black denim, o cinza será uma cor relevante, com frequência em formações da cabeça aos pés. Ele vai conferir à produções volumosas, um discurso neutro e minimalista.

8. Fendas

A busca por um jeans não repetível não vai inspirar apenas volumes e recortes. Também vai explorar a ideia de luxo transportando a elegância das fendas dos vestidos de noite para a bainha do jeans.

9. Listras 

Riscas de giz, listras finas verticais e horizontais, e mesmo listras largas são um forte desejo de consumo. O padrão, vai enfatizar o valor da alfaiataria e dos bons cortes no look. Versace, Max Mara são apenas alguns exemplos.

10. Oversized 

Os sortimento de modelagens femininas vai resgatar nos volumes exagerados a ideia da calça reaproveitada, de família e de estimação. Trata-se de mais um reforço para o retorno do denim rígido, que também vai fazer um chamado para o vintage e as modelagens ultrapassadas com jeitão de segunda mão.

11. Coloridos ácidos

A nostalgia pelo passado recente traz de volta o resgate das cores vibrantes e da cartela neon. Com o avanço das técnicas de tingimento, que estão mais sustentáveis, esta retomada se torna possível até mesmo, com o diferencial dos fundos ácidos e manchados. Vide MSGM e Marques Almeida.

Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução

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