Visual esportivo; porém abastado do look academia e da proposta corrida. Em última
definição: casual. Assim a calça jogging vem marchando através das
temporadas no segmento jeanswear: em ritmo firme e regular; evoluindo entre os estilos
e lavagens tendência das estações. Para o Inverno 2017, a
modelagem que invadiu o universo denim como uma resposta bem-sucedida à
competição com o apelo confortável dos moletons, evolui para o patamar de linguagem
consagrada no segmento. Isso quer dizer que a jogging está presente nas coleções não
apenas em sua interpretação calça de moletom confeccionada em denim, mas também
diluída em detalhes, aptos a agregar valor nas peças relacionadas aos temas mais
direcionais da estação.
Assim, as informações relacionadas ao estilo estão presentes em
detalhes esparsos nas aparências chave da estação: cós elástico
diversificando a amplitude do mix black, joggings com fechos acompanhando a proposta
biker, design de moletom jogado nas lavagens ácidas oitentistas, fusões do ítem com a
construção fivepockets, e alterações em seu desenho e leitura
provenientes da alfaitaria tais como pregas e bolsos faca. A mesma peça que possui
cós elástico, pode ter barra de jeans; assim como a modelagem jogging pode optar pelos
bolsos relógio e americano no mesmo ítem, e ainda apresentar abertura com fecho e
botão de metal. O que temos é um repertório de detalhes relacionados ao visual
moletom, jogado como toque de moda para criar desejo nas demais aparências sob
diversas variações de volumes e fits.
Em acréscimo às fusões que afastam a leitura da jogging de seu conceito inicial, temos o
contraponto da lógica que reafirma a sua origem: cadarços esportivos quebrando o cós
elástico, vivos elevando o acabamento das laterais estilo calça de corrida, e ênfase nas
amarrações sublinhando a evolução do movimento athleisure na moda
jeanswear como um todo.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR










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