A New York Fashion Week, que aconteceu entre os dias 12 e 19 desse mês, mostrou que o boom do jeans, como esperado, está aos poucos perdendo espaço para outros tecidos e referências nas passarelas. O que não quer dizer que o item não continua sendo querido dos estilistas, e mais do que isso, uma opção democrática destinada aos consumidores e fãs dos grandes nomes da moda.
Para a temporada de Inverno 2016, alguns designers continuaram a dar destaque ao denim nos seus fashions shows, como o caso da Sea, Frame Denim, Faith Conexion, J.Crew e Karen Walker. A maioria deles sugerindo o jeans relaxado e com estética anos 70. Já a Faith Conexion, fugindo dos padrões, agarrou-se ao seu lado mais rock n roll e manteve jeans skinnies em acabamentos com brilho como sua grande aposta de inverno.
Pensando em facilitar a análise, dividimos as opostas em peças-chaves de maneira que compreender as principais tendências sugeridas pelos designers fique fácil e simples. Confira:
CALÇA FLARE: É muito difícil falar de anos 70 sem trazer a calça flare para o debate. Até porque não faz sentido deixar um item que tem enorme apelo estético de lado. A calça flare conta com modelagem visualmente versátil, que veste do manequim 34 ao mercado plus-size, e está a caminho de virar item atemporal nas coleções. Para o inverno ela veio de cintura média ou alta, e pernas compridas com a barra cobrindo os sapatos.
CALÇA RETA RELAXED: Vale lembrar que nos anos 70 o jeans não tinha power strech, naturalmente as calças eram mais largas e relazadas. As marcas apostaram nessa estética para a temporada, mantendo o corte reto – às vezes com a barra levemente maior – e barra cropped. É uma modelagem difícil para quem trabalha com o público devoto da calça skinnie, mas é uma pedida interessante entre as marcas que têm consumidores ligados diretamente às tendências de moda. Até 2016 pode ser que a onda relaxed pegue forte por aqui.
MACACÃO: Se tivéssemos que escolher um favorito da temporada, com certeza seria o macacão em jeans. Ele vem ganhando cada vez mais força, principalmente entre as celebridades lançadoras de tendências, e devem permanecer até a tendência setentinha ir embora. Cada marca fez uma versão diferente da peça: A Frame optou por manter as mangas curtas e a calça flare, já a Karen Walker fez uma releitura contemporânea com pernas culote, regata e amarradão na cintura, enquanto a Sea seguiu a linha workwear, em um estilo uniformizado com mangas compridas e bolsos úteis. Estamos ansiosos para ver como as marcas de fast-fashion vão traduzir essa tendência, mas acreditamos que o modelo da Frame vai cair com mais facilidade no gosto popular.
SKINNY TRABALHADA: Que a skinny está em todas as coleções não é novidade, mas ela sempre aparece nas passarelas de um jeito diferente. Na semana de moda de Nova York foi a Faith Conexion que apostou no fit, mas sempre em bases enceradas ou com glitter, chegou a vez do brilho e de dar adeus ao básico.
SAIAS E VESTIDOS: As saias e os vestidos também tiveram seu espaço garantido. A saia antes lápis, aparece agora evasê, desafogando a silhueta. Já os vestidos aparecem como versões menos ousadas dos macacões, sempre no comprimento médio, uma indicação que o comprimento mini ainda não voltou a ter vez entre os designers.
MARINA COLERATO | FOTOS: REPRODUÇÃO
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