Algumas marcas dispensam grandes apresentações que legitimem suas propostas de moda é o caso da Lee, eternamente lembrada pelos estudiosos do universo índigo como o mérito do primeiro jeans com zíper da história da moda. Em seu lookbook de verão 2013 dois jovens atraentes sentados em um belíssimo sofá velho (ou melhor, vintage) devidamente ambientado por rasgos e poeiras em um cenário deveras humilde.
O desapego é o grande requinte imaterial da marca, que ostenta acima de tudo uma postura jovem despreocupada e extremamente charmosa. Seu apelo básico e funcional permanece icônico nas campanhas, o que a inclui no roteiro de observações assertivas para direcionamento de fits, lavagens e comprimentos independente da temporada. Por isso embora em território nacional o jeans tenha tomado um rumo bem mais enfeitado do que as marcas internacionais mesmo com um repertório modesto de formas a Lee ainda permanece uma referência segura para garimpo de tais informacões.
No repertório masculino, as modelagens variam desde os fits justos como a skinny até os ganchos relaxados e interpretações estilo cenoura. As lavagens destacam os colors, tanto nas calças quanto bermudas, em diversos tons de vermelho “desbotado”. As barras extremamente desfiadas, antes um privilégio apenas dos shortinhos femininos, agora são o grande destaque das bermudas masculinas que são propostas mais curtas do que nas temporadas anteriores.
Já o mix feminino propõe numerosas interpretações de microshorts com cintura elevada – o que torna os tops mais curtos com vistas à equilíbriar e harmonizar a coordenação e o diálogo do mix de bottons com as demais peças. Os tratamentos do denim vão desde o índigo profundo e homogêneo até os manchados estilo tie-dye. Skinnies mais justas, e espírito oitentista atualizado pela boa dosagem das informações de moda.
VIVIAN DAVID / FOTOS: REPRODUÇÃO

















