Vamos pensar: os conjuntos são uma facilidade, não há dúvida. Mas quem ao vesti-los não teme um visual “antiquado” demais, fadado à transmitir pouca criatividade, falta de ousadia ou de traquejo com a moda?
Em resposta à esse dilema atual e real heis que surge um recurso que promete afastar de vez a leitura “engomadinha” de tops e bottons que acompanham o mesmo tecido. Presença frequente em editoriais de moda, apontamento recorrente em portais de tendências globais tais como WWD, a nova versão da proposta denim-on-denim traz uma espécie de visual “descolado” para os “conjuntos” onde a única regra é combinar tecido e lavagem.
E graças à essa uniformidade na aparência do denim as peças ganham mais espaço para incorporar informações de moda com um jeitão conceitual. Volumes inéditos, comprimentos diferenciados, brincadeiras entre croppeds e longos são alguns exemplos. Os looks podem caracterizar ou desconstruir totalmente a idéia de conjunto alinhando ou contestanto forma e estilo entre as duas peças.
Refletindo sobre sua aplicação comercial em território nacional: é viável, durável e de maneira nenhuma antiquado. Basta apenas um visual fresco, enfeitado e ajustado ao corpo, ou um design charmoso quando a interpretação da modelagem em questão for volumosa ou em maxi-comprimentos. Funcionais juntos, combinados, ou democráticamente vendidos separadamente.
VIVIAN DAVID / FOTOS: REPRODUÇÃO



















