O poder de consumo da nova classe média

A novidade nesta edição do SENAC Moda Informação, painel de tendências que aconteceu na última quinta-feira (23.08) em São Paulo, foi a palestra de Renato Meirelles, sócio e diretor do Data Popular, apresentando o tema: A nova classe C.


Expansivo e com talento para a oratória, Renato falou sobre a nova classe média, que já possui 60% dos cartões de crédito, e foi apontada por ele como o verdadeiro mercado brasileiro.


E os dados da pesquisa realizada pelo instituto comprovam cada palavra. Só em 2011, a nova classe média brasileira movimentou 1 trilhão de reais, já os gastos destes consumidores com moda cresceu 153,2% na última década. E Meirelles ainda compara: “se a nova classe média estivesse no G20, estaria seria o décimo sétimo país em consumo”.


Entre os diferencias da classe C e as que possuem mais poder aquisitivo estão as motivações na hora da compra, se A e B buscam por exclusividade, a C quer inclusão e pertencimento, e é destacada por ser formada por consumidores mais fieis. “A classe média consome mais que A e B juntas”, afirma.


E quem seria esta nova classe média? O rosto dela é negro, que movimenta 673 bilhões de reais ao ano. A maioria é jovem e tem a mulher como grande protagonista. Oito a cada dez pessoas da NCM acessam a internet, e já são 56% dos usuários do Facebook. Já o ideal de beleza destes consumidores é muito mais real, para as mulheres, um corpo perfeito se assemelha muito mais a de uma passista de samba do que ao de uma modelo. “Esta mulher quer se informar mais sobre moda e ser chique à maneira dela, com roupas certas que exalam sensualidade”, enfatiza o diretor.


Enquanto muito pensam em produtos de muito valor agregado dedicado às classes mais abastadas, a classe C aumenta seu poder de consumo e busca por produtos que se adéquem ao seu estilo de vida.

MARCELA LEONE | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR / REPRODUÇÃO