Eis um exercício altamente recomendável para designers do segmento jeanswear: alongamento. Para praticá-lo basta inserir detalhes verticais no entrepernas ou lateral da calça utilizando pespontos, construções diferenciadas ou aplicações de aviamentos como correntes ou paetês.
Com a prática logo percebem-se os benefícios. Aos criadores o ganho é na originalidade já que tal proposta nada mais é do que um pretexto para experimentar materiais inusitados, criar efeitos a partir do beneficiamento, investir em aplicações preciosas e até mesmo planejar detalhes que tornem os shapes mais democráticos e favoráveis a uma maior diversidade de tipos físicos.
Aos consumidores o ganho é principalmente na auto-estima já que como resultado final o jeans muitas vezes veste de maneira mais longilinea, além de trazer detalhes que agregam originalidade sem comprometer a peça com poluição visual.
Na Redskins tal proposta não passa desapercebida: no local mais alto do stand o manequim ostenta o jeans sequinho com lavagem bruta e pespontos verticais na parte frontal da peça, vindo da barra até a altura do joelho.
Já a Busurbanwear, Vintage laundry e Firetrap utilizaram os recursos de lavanderia e beneficiamento para deixar marcas verticais no jeans – com maior ou menor grau de discrição. Na peça da Firetrap, a técnica escolhida foi o alvejamento, formando uma mancha vertical com reserva de pigmento nas laterais.
A Salsa inseriu um recorte em toda a lateral, com denim grafite distoando do índigo do restante da peça, com amarração em couro acompanhando o sentido vertical.
E por fim, enquanto a Deha apostou na versão mais esportiva do alongamento ao inserir cadarço com listras na lateral, a Diesel e Pepe Jeans apostaram no brilho dos paetês entre outros materiais, formando detalhes verticais mais sofisticados.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR























