Transparência na cadeia têxtil implica em saber com precisão onde, como, e quando uma roupa foi criada. Um rastreamento de dados que inclui também as matérias primas necessárias para sua confecção.
No caso do segmento denim, a principal delas é o algodão. Afinal, apesar de todas as misturas atuais, é ela a fibra que caracteriza o percentual mais importante da sua composição. Com a valorização do tópico sustentabilidade, do algodão orgânico, e o surgimento de diversos tecidos que reaproveitam a fibra; atestar sem erro, uma procedência impecável do material, tornou-se um valor agregado altamente cobiçado no mercado mundial.
Para proporcionar ferramentas possíveis de tornar esse diferencial uma realidade, um estudo comprovou que a autenticação do denim pela identificação do DNA molecular da fibra do algodão, desde o cultivo até o produto finalizado, é uma ferramenta altamente confiável. Através dela, é possível solucionar todas as questões que dificultam o rastreamento e a transparência da fibra, ao longo da cadeia têxtil.
O estudo foi conduzido pelo FIT (Fashion Insititute of Technology) de New York, em parceria com a Applied DNA Sciences, companhia especializada na autenticação de produtos. Em estudos de laboratório feitos pela instituição, amostras de denim foram tratadas com a identificação molecular produzida pela Applied DNA, depois sujeitas às lavagens com pedras e tratamentos agressivos. A análise das amostras feitas em laboratório comprovou que o DNA permaneceu intacto, e apto a ser identificado por análises com alta qualidade e precisão, mesmo após todo o processo.
A identificação do DNA pode ser aplicada desde a fase da fiação, permitindo que a fibra seja autenticada e rastreada ao longo de todo o seu caminho na indústria têxtil. A tecnologia vai permitir às marcas e confecções, o rastreamento da fibra do algodão desde o cultivo até o produto acabado, favorecendo a transparência ao longo de toda a cadeia têxtil.
A autenticação é uma questão relevante para o segmento, já que muitas tecelagens usam misturas híbridas da matéria-prima, de diferentes países, e diferentes tipos, e assim perdem a sua identidade ao longo da manufatura.
Lã, cashmere, viscose, nylon, fibras biodegradáveis e materiais reciclados, serão os próximos alvos da inovação.
Fonte: Vivian David | Foto: Reprodução









