Para quem ainda não sabe o Senai Cetiqt do Rio de Janeiro implantou a primeira fábrica de Confecção 4.0 das Américas. E o que isso significa? Manufatura acionada pelo consumidor, Robótica, Automação, Virtualização – Realidade Aumentada, Virtual e Sistemas de Visão, Sensores, Atuadores e Interfaces Homem Máquina, Internet das Coisas e Cloud Computing, Big Data & Analytics (análises de dados), Inteligência Artificial e Sistemas de Integração Horizontal e Vertical.
Resumindo: o consumidor é que vai acionar o processo produtivo escolhendo a peça com um toque e todo processo será realizado por máquinas, somente a costura é manual, integrando os sistemas com a cadeia de fornecimento, sem desperdícios (tudo o que vende é produzido) e sem impacto ambiental no descarte.
Esse assunto foi abordado na palestra “Indústria 4.0 e os Impactos nas Profissões – Como se profissionalizar para garantir seu espaço” apresentado por Robson Wanka, Gerente de Educação no Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil – Senai Cetiqt.
Robson abordou o caminho das revoluções industriais. “A Indústria 4.0 está associada à Quarta Revolução Industrial, então temos que lembrar o que aconteceu lá atrás, na Primeira, quando a produção saiu do tear manual para o mecanizado, na Segunda, aconteceu a produção em série, na Terceira, automatização e, agora na Quarta, a integração do consumidor com o processo produtivo”, comentou Robson. Novas tecnologias vêm surgindo como os tecidos funcionais que repelem líquido, por exemplo, ou que são autolimpantes ou sustentáveis.
E qual o impacto de todas essas mudanças para o mercado de trabalho global? Serão extintos por via da automação – 75 milhões de empregos, porém serão criados mais 133 milhões, que gera um saldo positivo de 58 milhões de empregos. Portanto, quem estiver trabalhando rumo à Indústria 4.0 está no caminho certo e deve ficar atento às seguintes competências.
– Pensamento analítico e inovação;
– Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem;
– Criatividade, originalidade e iniciativa;
– Projetos de tecnologia e programação;
– Pensamento crítico e analítico;
– Solução de problemas complexos;
– Liderança e influência social;
– Inteligência emocional;
-Raciocínio, solução de problemas e idealização;
– Análise de sistemas e avaliação;
O Futuro será a personalização em massa em todos os segmentos. “O setor têxtil está inserido em várias áreas além do vestuário como o industrial, de proteção, embalagens, mobilidade…”, afirma Robson.
O Brasil ainda mantém uma alta taxa de desemprego (11,6%), são 12 milhões de pessoas. É preciso reaprender sobre essa nova realidade e sobre as novas funções que vão se atualizando. Segundo Robson, quem sobrevive hoje é o mais conectado e o que compartilha ideias e não o que vê o concorrente como inimigo porque cada um tem um conhecimento que pode agregar à outra empresa.
Além disso, é preciso “Pensar Bold” e não “Pensar grande”. Quem “Pensa Grande”, pensa “quero dominar o mundo”, quem “Pensa Bold”, pensa “como vou conseguir atingir o mercado sem ter que adquirir um carro?”, por exemplo, no caso da startup Über.
Deve-se ter um propósito de transformação, utilizar algoritmos – dados para saber o comportamento do consumidor, tecnologias sociais, interfaces – como fazer as pessoas se conectarem, experimentação – para saber a opinião do cliente sobre o produto, engajamento – como promover o seu produto, entre outras ações.
Por fim, Robson pergunta: Qual o seu diferencial? Deve-se ter conhecimento, habilidades, atitude, valores, ética e, buscar educação com base na conexão. Essa é a chave do sucesso dentro dessa nova era tecnológica em que estamos vivendo.
Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia JeansWear









