Entrar em uma loja de roupas cujo forte do mix é a fatia dedicada ao denim, implica em mergulhar em um mar de possibilidades. Fits, peças-chave, lavagens, todos estes tópicos se multiplicam em tonalidades variando do essencial ao não repetível. E muitas vezes o que leva um consumidor decidido a realizar uma compra a desistir, é a dificuldade na localização da sua busca ideal. Some-se a isso a concorrência atual do e-commerce, que já apresenta muitas vezes o look vestido em uma produção instantânea para o consumidor, tornando a compra no clique um ato mais prático.
Com isto, a venda nas lojas físicas tem primado por um Visual Merchandising. A estratégia vai além da sinalização eficaz das ofertas, mas também pela ênfase em algumas produções prontas e visíveis em cabides.
Para tornar a leitura da variedade ofertada nas lojas físicas tão imediata quanto a do varejo digital, a exposição das peças tem seguido uma lógica semelhante à das redes. Soluções como a apresentação da síntese dos fits disponíveis por displays luminosos, lembrando o visual de uma tela de computador, é um bom exemplo.
Em frente à cada foto destaque, mesas distribuem as diversas variações de lavagem disponíveis para cada modelagem, que a propósito, estão dobradas por ordem de tamanhos. Gênero, corte, caimento e comprimento podem ser compreendidos com maior velocidade através deste recurso. Lembrando que o consumidor masculino já dispões de múltiplas escolhas de volumes e não gosta de perder tempo localizando as modelagens, é importante incluí-lo neste tipo de distribuição.
Já os nichos que se destinam às peças especiais do segmento, pelo contrário, tem seguido a leitura do interior de um guarda-roupa. A ideia é manter o diferencial de uma ambiência familiar e acolhedora, sublinhando a importância do investimento em um guarda-roupa essencial e, ao mesmo tempo, proporcionar a leitura de algumas combinações.
Por isso, é importante reservar algumas mesas para exposição de um manequim com look completo, rodeado pelos itens separados que o compõem: do sapato à jaqueta jeans, da bom bom bag (pochete ou bolsa transversal) ao chapéu.
Cabides não mais servem para apresentação de peças avulsas, mas sim para o esclarecimento de como as peças mais fashionistas podem formar um look imediato, estilo “roupa separada para o dia seguinte”. São nestes espaços que as lojas de fast fashion tem enfatizado a harmonia das cores neon com as lavagens acinzentadas, o efeito renovador dos vestidos e como eles podem ser usados como camadas externas de uma formação com blusas mais fechadas, para transitar entre diferentes temperaturas e estações.
A importância do outerwear e dos combos, no interior do ponto de venda, tem levado também a organização de algumas calças dobradas logo abaixo das jaquetas com mesma lavagem – sinalizando para o consumidor uma possibilidade de compra de look completo com apelo usável incontestável.
O forte desta estratégia é dedicar uma área para posicionamento de um fit esticado em cabide, próximo a duas ou três opções de formação de conjuntos: um colete próximo a uma calça, uma saia e um short são um bom exemplo. Ou, da mesma forma, uma jaqueta vintage apresentada próxima a um fit ajustado, uma pantacourt e uma saia mídi. O estímulo ao reconhecimento de um bom investimento de moda nestas escolhas de moda é sublinhado por esse tipo de estratégia.
Macacões coloridos formando produções monocromáticas, ganchos altos sugerindo a combinação com tops e a descombinação do black denim com outros tipos de acabamento são também apostas recorrentes, dos revendedores que seguem o perfil fast fashion com apelo de moda essencial.
Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução
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