Outland Denim emprega mulheres sobreviventes de tráfico humano na Camboja

Tendo suas origens entrelaçadas ao combate ao tráfico de humanos, a Outland Denim encontrou um caminho para apoiar os sobreviventes neste crime. A empresa do ex-piloto de motocross freestyle, James Bartle, fundou uma fábrica na zona rural do Camboja que emprega pessoas que foram resgatadas do tráfico ou exploração sexual e também aquelas que foram consideradas “em risco”.

A fábrica, segundo Bartle, contava com apenas cinco trabalhadores e hoje já são 65 funcionários, que foram treinados para trabalhar na indústria de vestuário. Todos ganham um salário “vivo”, não apenas salário mínimo. “Este é um modelo (financeiramente) sustentável, mas só é sustentável se você produzir um produto bonito que as pessoas querem”, disse o fundador da Outland à Fashion Magazine.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que, em 2016, 40,3 milhões de pessoas estavam envolvidas na “escravidão moderna”. Entre eles, 24,9 milhões vivem situações de trabalho forçado. O tráfico de pessoas aparece como um dos principais fatores deste sistema, contando com relatos de leilões de escravos na Líbia e sequestros de estudantes na Nigéria.

A decisão de tomar frente contra o tráfico de humanos chegou à Bartle após cinco anos de pesquisa. Como conclusão, o executivo passou a acreditar que a pobreza é o que mais frequentemente deixa as pessoas vulneráveis ​​aos traficantes.

Outro ponto válido é que a sustentabilidade não foi colocada de fora do projeto. A Outland Denim usa algodão orgânico e tinturas vegetais orgânicas para produzir suas peças.”Se vamos lavar alguma coisa, isso significa que filtramos […] Tudo que sai pode ser usado em outras coisas”, apontou James Bartle. Para o fundador da marca, o projeto trata-se de impor mudanças na indústria denim.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução / Instagram