Africa Fashion Week promove a moda nigeriana no Brasil

Acontece entre os dias 25 e 27 de maio a Primeira Edição da  ari kytsya net worthAFW Brasil, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Africa Fashion Week já acontece em outros países como Londres e Nigéria, foi idealizado pela Rainha Ronke Ademiluyi,da Nigéria, em 2011 e tem como foco usar “a moda como um instrumento de sustentabilidade e de mudança social”. O evento visa promover a moda africana e toda a sua rica cultura, em um mundo que ainda mantém o mercado de moda “eurocentrado”, também no combate ao “racismo estrutural”.

Novos designers e marcas já consagradas se unem em diversas ações como workshops de inovação, exportações, importações, B2B e B2C, além de desfiles de marca africanas e brasileiras.

“Existimos para aumentar a visibilidade e a conscientização dos designers de herança africana, fornecendo uma plataforma acessível para apresentação e inserção à mercados globais”, afirma a organização do evento.

90% da força de trabalho é composta por pretos, mulheres, LGBTQ+, estudantes de moda e comunidades marginalizadas.

O evento já passou por mais de 67 países reunindo em torno de 900 expositores e visitação de 75 mil pessoas incluindo compradores, designers, indústria, varejistas e mídia global.

Será possível encontrar produtos como confecção, acessórios, calçados, beleza, decoração, entre outros. Logo, será divulgada a programação oficial do evento.

Rainha, uma mulher empoderada e visionária, esteve semana passada, no Brasil para o lançamento do evento e conversou com exclusividade com o Guia Jeanswear.

“Somos muito similares em relação a nossa cultura”, comenta Ronke Ademiluyi, que é bisneta do falecido Ooni Ajagun Ademiluyi, Rei do Reino de Ife, localizado no Estado de Osun, na Nigéria.

Rainha conta que o Brasil é um grande produtor de algodão e a Nigéria não. Por isso, há uma grande possibilidade de exportação dessa matéria-prima para o país.

Segundo Ronke, a moda nigeriana utiliza, principalmente, fibras naturais, como o algodão, que importa, cerca de 90%. Além disso, o país incentiva a geração de emprego e renda para a população, incluindo os artesãos, também apoiando a sustentabilidade socioambiental.

Ronke conta ainda que acontecerão workshops sobre a moda africana, onde serão mostrados como são feitos os tecidos do continente para quem quiser começar ou se desenvolver no segmento.

Em relação às marcas que estarão se apresentando no AFW, os visitantes poderão conhecer uma diversidade de estilos e informações, estimulando a criatividade dos designers e inovando em uma moda completamente diferente. Além disso, as peças serão comercializadas no país.

Todas as marcas participantes dos desfiles terão stands de seus produtos e estarão também no metaverso do evento.

Investidores internacionais irão alavancar os negócios para o aumento da produção e comercialização, onde enxergam um grande mercado.

“É uma oportunidade de promover o crescimento, desenvolvimento, visibilidade para essas novas criações apresentadas”, diz Ronke Ademiluyi.

É importante observar que a Nigéria, assim como o Brasil é um país bem populoso, e a Nigéria dita a moda na África. Sendo assim, a presença da moda nigeriana pode impulsionar esse mercado aqui.

“Isso pode acontecer futuramente, por enquanto estamos desenvolvendo, o evento vai ser o estopim, mas pode acontecer nas próximas edições”, afirma Ronke que comentou ainda que a ideia é oferecer tecidos africanos para as criações brasileiras.

“O AFW será incrível, essa é a percepção que eu tenho. Vamos começar com o pé direito”, conclui Ronke.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Divulgação.