No dia 20 de maio é comemorado o Dia Internacional do Jeans, e não poderíamos deixar essa data tão especial passar em branco. Para celebrarmos esta peça atemporal e democrática que faz parte do guarda-roupa de todos nós, decidimos fazer uma linha do tempo contando um pouquinho sobre a sua história.
Tudo começou lá na Europa no século 17, onde o tecido jeans feito em algodão era popular entre trabalhadores. Em 1800, já estava sendo exportado para a América e em 1872, o alfaiate Jacob Davis desenvolveu a ideia de calças com rebites enquanto costurava uma calça de trabalho. O projeto se tornou um sucesso tão grande que Davis teve dificuldade em atender à demanda. O alfaiate escreveu para seu fornecedor de tecidos, Levi Strauss & Co. (LS&Co.), e propôs uma parceria para uma patente. Davis entrou com um pedido no Escritório de Patentes dos EUA em seu nome e em nome da empresa em agosto de 1872. Nove meses depois, o pedido foi aprovado.
A patente fundamental acabaria por levar ao desenvolvimento dos jeans 501 da Levi’s. Um estilo agora clássico, o 501 serviu de modelo para a indústria do jeans, ajudando a impulsioná-la do vestuário de trabalho para todos os lugares.
A partir da década de 1930, o jeans tornou-se “sinônimo” de cowboys, com atores de faroestes de Hollywood e turistas em fazendas vestindo o item. Nos anos 50, o jeans passou da roupa de trabalho para a roupa casual após Marlon Brando e James Dean o usarem em filmes que fizeram sucesso na época.
Já em 1960, o jeans tornou-se “a escolha da juventude e da contracultura” com os hippies usando o item e abrindo a bainha para criar calças boca de sino. O jeans azul foi um elemento básico do movimento pelos direitos civis e dos protestos no Vietnã. Marilyn Monroe usou jeans em seu último filme, “The Misfits”, de 1961, enquanto Bob Dylan vestiu a peça para a capa de seu álbum de 1963, “The Freewheelin’ Bob Dylan”.
Na década de 1990, práticas como as sextas-feiras casuais começaram a abrir as portas para jeans em locais de trabalho tradicionalmente de colarinho branco. “Eles precisavam ser jeans mais refinados, não desbotados, nem rasgados, apenas nas sextas-feiras casuais”, disse Richard Thompson Ford, professor de direito na Faculdade de Direito de Stanford. No final dos anos 90 e início dos anos 2000, usar jeans com jaqueta esportiva começou a se tornar aceitável em certas áreas. Mais recentemente, nos últimos 10 a 15 anos, o jeans começou a se tornar mais aceitável até mesmo em escritórios de advocacia e bancos.
Hoje em dia também podemos encontrar o jeans nas passarelas de grandes grifes internacionais. De Prada a Balmain, o material reforça a sua versatilidade e atemporalidade, mostrando que veio para ficar.
Depois de todos estes anos, o nosso amor pelo jeans só cresceu e continua a experimentar um crescimento exponencial, alcançando cada vez mais espaço no guarda-roupa e no coração das pessoas.
Fonte: Ana Gimonski | Foto: Divulgação














