Durante o período de pandemia as compras onlines foram um dos recursos utilizados no que passou a ser “o novo normal” para a época. Entretanto, parte da população tinha preferência por lojas físicas, e outras sequer confiavam em serviços da internet para compras em e-commerce. De acordo com a NZN Intelligence, 74% do público preferia ambientes físicos para compras, e 40% davam prioridade ao espaço digital para realizar suas compras. Por conta do período pandêmico, muitas lojas ofereciam descontos, promoções e frete grátis para os consumidores. Entretanto, quando se tratava da compra de roupas, um outro problema surgiu.
A incompatibilidade de medidas entre diversas empresas de roupas foi uma dificuldade para os compradores de peças online. Não existia conformidade entre o P, M e G. O tamanho 40 podia ser 42, e isso poderia interferir em outros aspectos, como a própria autoestima do comprador. Além disso, esse desafio se tornava ainda maior quando as compras eram feitas em sites estrangeiros, já que lojas internacionais possuem uma variedade mais abrangente de tamanhos e circunferências.
De acordo com Elizângela Gomes, professora de moda e costura Sigbol, é por conta disso que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) pretende normatizar o padrão do vestuário no Brasil: “A ideia é elaborar uma nova tabela de medidas femininas, assim como já havia feito para roupas infantis e masculinas. A importância desse projeto abrange muitas áreas, desde a logística de lojas onlines quando existe solicitação de troca por uma roupa comprada do tamanho errado, até quando as pessoas se sentem confusas na hora de escolher seu próprio número.” completa a costureira.
A padronização do tamanho de roupas P, M e G atua como uma “medida média”. São tamanhos básicos para que o público possa se basear na hora da compra e se sentir o mais confortável possível quando for vestir. Dessa forma, esse padrão ganha ainda mais relevância, pois evita a troca ou devolução das peças e facilita a escolha. Segundo uma pesquisa realizada pelo PowerReviwes, 75% das compras devolvidas são por conta de um item que não serve/cabe. Algumas pessoas se sentem perdidas na hora de escolher o número ideal por conta de diversos fatores. Um deles é o caimento da roupa, o estilo que ela foi costurada, o tecido, a ideia de visual que ela propõe (ser algo mais justo ou largo).
Em razão disso, muitos se vêem perdidos na hora da compra. Uma pessoa que veste M em um modelo pode precisar vestir G para que se sinta mais confortável em outro. Alguém que veste P em uma roupa talvez precise vestir M em outra, e assim por diante. Com isso, a padronização de vestimentas da norma ABNT se mostra muito útil para grandes lojas de moda.
Fonte: Redação | Foto: Divulgação









