Chega às lojas da C&A, no próximo dia 20 de outubro, a coleção “Belém” com foco no jeanswear sustentável, além da parceria com o estilista Matheus Souza, designer de 28 anos, natural de Belém do Pará e, que trouxe t-shirts com estampas que exaltam sua região.
As camisetas produzidas em algodão sustentável ganham quatro desenhos que ilustram o cotidiano da Amazônia. “Quis trazer a beleza na vida normal da Amazônia, sem ser caricato, algo natural, nossa cultura e o respeito pelas pessoas que moram lá. Espero que todos se identifiquem”, explica Matheus que se diz muito orgulhoso por ser o escolhido por uma grande varejista, entre mais de 100 nomes dentro do Instituto C&A.
“A coleção tem o intuito de mostrar que a C&A tem uma moda, tanto com impacto ambiental, quanto social”, afirma Cyntia Kasai, gerente-sênior de ASG e Comunicação da C&A. A linha foi inspirada em todo o movimento da COP30 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, na cidade de Belém e discute todas as questões sobre o meio ambiente.
Coleção Jeanswear
O magazine traz o denim dentro de três coleções diferentes: o Denim Reciclado que pode vir da urna do Movimento ReCiclo, onde recebem peças descartadas que são levadas para fiação e se transformam em outro tecido, ou através de sobras de tecidos utilizados na produção da própria marca.
“São caminhos diferentes que mostram que é possível ter fios reciclados sem a extração da matéria-prima virgem”, diz Cyntia.
Já o Denim Regenerativo vem de plantações que protegem a saúde do solo em peças no 100% algodão e que ganham canaletas como diferencial. E, por último o Denim Rastreável que utiliza a tecnologia do blockchain da fazenda à loja com toda a rede de fornecimento trazendo a rastreabilidade desde a plantação, produção, fiação até chegar ao consumidor final.
“Queremos provar à sociedade de que é possível escolher peças com impacto positivo, mas que carregam elementos de moda e estilo. É um poder de escolha de cada um”, comenta Cyntia Kasai.
E continua: “O se vestir, consumir é muito intencional e, se cada um com a sua intenção, puder contribuir para um futuro mais próspero, com impacto positivo, as transformações vão acontecer”.
Os modelos trazem shapes amplos como a oversized e wide leg com detalhes que chamam atenção, lavagens claras e o denim crú. Destaque para as saias longas, vestidos, tops de alcinha e amarração na cintura. Para os meninos, elástico e cordão em bermudas e calças.
“O que você veste pode mudar o futuro?”
Partindo dessa pergunta, a C&A promoveu um grande encontro com grandes marcas para conversar sobre sustentabilidade e comemorar o aniversário de 8 anos do Programa ReCiclo que veio para fechar o elo da cadeia de circularidade. Desde sua criação em 2017, já foram coletadas mais de 410 mil peças, num total de 135 toneladas, todas destinadas de forma adequada por meio de doação, reciclagem ou descarte responsável. A coleção Jeans Circular já transformou mais de 35 mil peças doadas em novas coleções de menor impacto ambiental. “O jeans circular só existe graças ao engajamento do consumidor”, destaca Cyntia Kasai.
Cyntia relembrou os desafios iniciais do programa, quando ainda não havia o entendimento profundo dos consumidores sobre a função das urnas, que costumavam receber de copos até chicletes, e reforçou que a vocação da C&A nunca foi estimular o descarte por meio de descontos, mas sim pela confiança dos clientes no destino correto das peças.
A marca reforçou os seus “três V’s”: verdade, velocidade e vivência. “São eles que guiam nossas práticas diárias, desde a forma como traduzimos nossos compromissos até a maneira como nos conectamos com consumidores”, comenta Cecília Preto Alexandre, CMO da C&A.
No painel conduzido por Cecília, a consultora de ESG, Marina Dayrell falou sobre a necessidade de escolher influenciadores que vão falar para seus consumidores, que consigam transformar assuntos complexos numa linguagem do dia a dia. Já Carlos Scappini, sócio e co-fundador da Mynd disse que as marcas não estão preparadas ou não querem falar sobre sustentabilidade. E ainda ressaltou que o greenwashing não convence mais. Marina revelou que não há coerência entre redes sociais e relatórios de sustentabilidade. Para a profissional, é preciso, primeiro construir uma base sólida para depois falar sobre isso. E informar de forma leve sobre assuntos pesados.
A circularidade também foi tema do painel “O que redefine o consumo agora? Inovação sustentável, consumo consciente e mudanças climáticas“. A Alpargatas, por exemplo, destacou o programa Havaianas Reciclo, que já conta com mais de 70 cooperativas e busca garantir o destino correto da borracha. “Nossa estratégia de sustentabilidade é um viabilizador de negócios e de futuro, totalmente conectada ao propósito da marca”, explicou Sarah Bonadio, diretora de Corporate Affairs da Alpargatas.
A gerente de ESG da Heineken Brasil, Marília Robles expôs o desafio da circularidade do vidro, que no Brasil ainda não chega a 25% de reciclagem. “Para o catador, o vidro paga pouco, por isso estamos criando ecossistemas de impacto que tornem esse material competitivo”, explicou Marília, representante da companhia.
A profissional contou ainda que a empresa tem estratégias diferentes para falar sobre o tema com o consumidor final e com donos de bares, restaurantes e lojas. Entre as metas da Heineken, estão o melhor uso de água nas cervejarias e a circularidade de 100% das embalagens até 2030.
Já Daniela Grelin, diretora executiva do Pacto Global ressaltou a necessidade de métricas comuns e engajadoras: “Os desafios são semelhantes, mas precisamos de uma linguagem que conecte diferentes setores”, disse.
Camila Gadioli, gerente sênior de jeans da C&A falou sobre as coleções sustentáveis baseadas em 4 pilares: Reutilizar – tecido reciclável desenvolvido a partir de resíduos de produção junto com o jeans usado coletado pelo movimento reciclo. Reconhecer – da fazenda até o consumidor final, a peça passa por muitas pessoas e etapas de produção. Ressignificar – da fibra tecnológica ao algodão peruano e liocel, as malhas tecnológicas e sustentáveis ressignificam o básico com menos recursos para sua fabricação e com alta performance. Reocupar – o cultivo do algodão do tecido contribui para a saúde do solo e promove a biodiversidade. O jeans da C&A é produzido com 100% algodão mais sustentável.
“São coleções constantes em nossas lojas e que têm um papel muito importante, tanto dessa conexão com o consumidor, desse papel dele reutilizar as peças e o descarte correto, quanto transformar isso numa roupa que realmente vai ser usada e vai gerar desejo em nossos consumidores”, disse Camila
Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia Jeanswear



























